Na Espanha, despejos causam suicídios.

Os despejos são uma das faces mais cruéis da crise espanhola.

Em 2012, eles causaram o suicídio de mais de 100 pessoas.

Somente na primeira metade do ano, cerca de 50 mil foram expulsas dos seus lares.

Hoje, em todo o país, existem mais de 1 milhão de moradias desocupadas, segundo a Reuters, devido à paralisação quase total do mercado imobiliário.

Na cidade de Pamplona, o enorme número de espanhóis que se suicidaram depois de perderem seus lares repercutiu de um modo especial.

Os serralheiros da cidade declararam que não mais ajudarão as autoridades no despejo de moradores.

“Como seres humanos”, declara seu líder, “não podemos continuar a colaborar com evicções quando as pessoas estão se matando.”

Esta atitude é bastante objetiva.

Se a fechadura de uma casa não é trocada, a família despejada tem o direito de voltar a ocupá-la. O que obriga a autoridade a iniciar um novo processo de evicção que pode durar meses. E permite aos ocupantes terem um teto por mais algum tempo.

Enquanto isso, o horizonte continua sombrio na Espanha, com uma taxa de desemprego que já supera 25% e cresce sempre.

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