Morsi busca novos aliados.

Nesta semana, Morsi, o presidente do Egito, vai fazer uma importante viagem.

Visitará a China e o Irã com o fim, declarado por assessores, de se aproximar desses dois países.

Buscará investimentos chineses para não depender somente do dinheiro dos EUA e do FMI.

Claro, isso não agrada nada a Obama. Ele conhece a agressividade com que os chineses costumam penetrar em outros países, oferecendo vantagens econômicas que os americanos não costumam igualar.

Pior porém, para a Casa Branca, é a viagem a Teerã.

Desde 1979, na queda do xá, que as relações entre Irã e Egito não tem sido nada boas, especialmente na era Mubarak, quando sequer embaixadores os dois países trocavam.

Os iranianos saudaram a revolução egípcia como um “renascimento islâmico” e estão loucos por se aliarem ao novo governo do Cairo.

Morsi parece disposto a reatar boas relações com os persas, visando o fortalecimento de um bloco de países em crescimento e não-alinhados como o Brasil, Turquia, União Sul Africana e ,é claro, o Irã.

Richard Martin, antigo assistente do Secretário de Estado,  declarou em entrevista ao jornal Al Jazeera, que os EUA não estão satisfeitos com a restauração da amizade egípcio-iraniana, uma vez que: “A América tem tentado junto com a Europa forjar um sistema de isolamento do Irã e evitar qualquer forma de prestígio a seu regime.”

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