Migrantes escravizados na Tailândia.

Eles  vem de um país onde são perseguidos.

Um milhão de Rohingyas já deixaram Miamar em busca de uma vida pelo menos aceitável.

Apesar de viverem em Miamar há muitas gerações, os membros desta etnia muçulmana são tratados como estrangeiros e indesejáveis.

O governo lhes nega cidadania, proíbe-os de terem mais de dois filhos e confina-os em áreas de segurança, cada vez menores.

São alvos de repressão pelas autoridades, que não os protege – mesmo permite violências de multidões, provocadas por agitadores racistas.

Como as de junho e outubro de 2012, na cidade de Rakhine, quando foram mortos 140 muçulmanos Rahinyas, 100 mil ficaram sem teto e centenas de casas, escolas e mesquitas foram destruídas.

Entre os que abandonam seus lares, forçados pela situação crítica em que vivem, a maioria foge para a vizinha Tailândia.

Centenas deles, talvez milhares, saem de um inferno para cair em outro.

Ao chegar são conduzidos para verdadeiros campos de concentração no sul da Tailândia,  freqüentemente com cumplicidade de autoridades loais.

Lá permanecem em condições sub-humanas até serem vendidos para frotas pesqueiras, onde são forçados a trabalharem como escravos na busca de frutos do mar.

É tão lucrativa essa operação que certos proprietários de barcos de pesca os converteram em verdadeiros navios negreiros para  transportar esses pobres migrantes em vez de peixe.

Uma investigação do jornal inglês The Guardian (publicada em 20 de julho) no negócio de exportação de frutos do mar thai descobriu uma ligação estreita e rendosa entre este setor e os traficantes de mão de obra escrava.

Os rendimentos anuais da indústria de frutos do mar tailandesa são estimados em 7,3 bilhões de libras.

 

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