Memo dos EUA pressiona Europa contra palestinos.

Diplomata europeu mostrou a jornalistas do respeitado jornal inglês, The Guardian (1 de outubro), a prova da pressão: memorando do governo americano solicitando que os governos da Europa votassem contra o pedido de ingresso da Palestina na ONU como país observador.

Essa medida, diz o memo, “seria extremamente contra producente” e causaria “conseqüências negativas significativas” à Autoridade Palestina, inclusive sanções financeiras.

E esclarecia: uma resolução considerando a Palestina estado não-membro “traria conseqüências negativas para o processo de paz, para o sistema das Nações Unidas, assim como para nossa capacidade de manter significativo apoio financeiro à Autoridade Palestina.”

Portanto, caso aprovada  a resolução, não contem mais com dólares americanos para as despesas da Autoridade Palestina.

E a UNESCO pode dizer adeus a 22% de sua receita anual fornecida pelos EUA, que eles prometem cortar como punição à ONU, caso favoreça os palestinos ingratos.

Vocês, europeus, é que vão ter de abrir mais a carteira.

O que não deixa de ser um argumento extremamente válido, especialmente considerando a crise que o Velho Continente atravessa.

O memo explicava porque o sucesso palestino poderia ser tão nefasto  para o sistema da ONU e o  processo de paz: a Palestina iria participar das entidades internacionais, inclusive da Corte Criminal Internacional, onde teria direito de mover processos contra os assentamentos israelenses, a ocupação da Margem Oeste e o bloqueio de Gaza.

Implicitamente, portanto, os EUA  admitia ser favorável a todas estas ilegalidades, repetidamente condenadas por relatórios da ONU, ao contrário das declarações politicamente corretas de Obama, Hillary Clinton e outros menos votados.

Segundo o memo americano, a afirmação da Palestina  como estado “pode somente ser conseguida via negociações diretas com os israelenses”.

Depois de 19 anos de tentativas de negociações que sequer puderam começar, é difícil continuar acreditando que esta seja uma solução possível.

Caberia aos governos europeus, determinava o documento, “apoiar os esforços americanos” para bloquear o pedido palestino.

Diz o Guardian que a mensagem foi levada por autoridades americanas a representantes de países europeus na Assembléia da ONU, na semana passada.

Estão programadas para esta semana reuniões entre os países europeus para discutir que decisão tomar.

Parece certo que não será unânime.

Nem todos os 27 deverão aceitar as pressões ameri

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