Mão pesada nos dissidentes russos.

A Rússia de Putin continua tratando mal aqueles que se manifestam contra o governo.

No grande  protesto de maio, a polícia bloqueou a passagem de milhares de oposicionistas.

Seguiu-se um violento conflito entre as duas partes, no qual dezenas de civis e 20 policiais saíram feridos.

18 manifestantes foram presos e processados, acusados de usar de violência contra as forças da ordem.

Nenhum policial foi punido, apesar da revelação de filmes mostrando grande número de ações brutais praticadas pelas forças de segurança contra o povo e da sua condenação pelo próprio ombudsman do governo Putin.

A Justiça já pronunciou a primeira sentença: Maxim Luzyianin pegou quatro anos e meio de prisão por “participar em distúrbios e usar de violência contra representantes do poder.”

Ele admitiu sua culpa, caso contrário sua pena seria ainda maior.

Os 17 demais acusados declaram-se inocentes de acusações desse tipo.

Como a pena aplicada em Maxin foi considerada exagerada, ainda mais por ter ele confessado, teme-se que os outros réus sejam pesadamente punidos.

Sergei Uldatsov, líder da Frente de Esquerda, para quem os promotores pediram 10 anos de prisão, mostrou-se extremamente apreensivo com o significado do rigor da primeira sentença.

“Quatro anos e meio para Luzyianin é um desafio à sociedade e o início do encarceramento da oposição. Nossa única defesa será sair às ruas em massa,” ele declarou.

E, de fato, uma manifestação de protesto está sendo articulada para realizar-se em 8 de dezembro.

Será mais um teste para Putin mostrar uma postura democrática.

Ou o contrário.

 

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