Líbia: direitos humanos em baixa.

Relatório do alto comissário para direitos humanos da ONU, na Líbia, revela sérios problemas.

Grande número de prisões do país estão nas mãos de diversos movimentos de milicianos radicais que tomaram parte na revolução que derrubou Kadafi, 2011.

Nesses locais, a tortura é procedimento habitual. Em consequência dos maus tratos, foi constatada a morte de 27 prisioneiros, 11 neste ano.

Existem pelo menos 8 mil pessoas presas sem processo legal, nem acesso a advogados e nem direito a receberem visitas de familiares, a não ser em raras e esporádicas ocasiões.

Nas prisões já administradas pelo governo, as condições carcerárias estão melhorando.

A ONU tem repetidamente solicitado a aceleração da passagem das  prisões  da autoridade dos milicianos para a do governo.

O fato de diversas milícias serem ligadas a certos ministros está possivelmente retardando o processo.

O relatório da comissão da ONU informa algo que chocou particularmente  seus inspetores: “Em certos casos, os membros das brigadas armadas admitiram livremente, e até tentaram justificar, as violências físicas que aplicavam nos detidos.”

 

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