Lei americana energiza boicote aos assentamentos.

O governo americano não pára de condenar o movimento de boicote aos assentamentos (BDS).

E a freqüente adesão ao BDS de federações de igrejas, associações universitárias, sindicatos e mesmo de empresas está deixando Telaviv com os cabelos em pé.

Os fiéis congressistas republicanos não poupam ataques e propostas de repressão do movimento.

Na sua edição de 29 de janeiro, o jornal israelense Haaretz descobriu que regulamentos de 1995 do próprio governo de Washington prejudicam as vendas dos produtos dos assentamentos.

A alfândega de Tio Sam advertiu os importadores americanos de que bens produzidos nos assentamentos devem ser rotulados de acordo com sua origem, não como “produtos de Israel”. Deve ficar claro que vêm de terras, que a opinião pública sabe, foram tomadas ilegalmente dos palestinos.

E a Alfandega ainda lembra que a falta da designação “produzido nos assentamentos” nos rótulos desses produtos“resultará na aplicação de uma multa de 10% do seu valor.

Com isso, tais produtos vão perder competitividade no mercado internacional. O que representa perda de vendas.

As empresas que assim mesmo comprarem dos importadores resistindo a essa pressão também não ficarão numa boa.Os assentamentos não são nada populares nos EUA, condenados repetidamente até por Obama.

Espera-se que uma larga fatia de consumidores os deixe dormir nas prateleiras dessas empresas treimosas..

No fim da história, Tio Sam acabou vestindo a camisa do boicote. Infelizmente, não há garantias de que esta lei de 1995 esteja ou será aplicada.

Entre o respeito à lei ao poder do lobby pró-Israel não sei se a Casa Branca vacila.

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