Israel: liberdade religiosa limitada para muçulmanos.

Há mil anos a convocação dos muçulmanos à oração é feita várias vezes ao dia do alto da torre de cada mesquita.

Antigamente, diretamente através de um muezzin (clérigo encarregado dessa função), modernamente, por um sistema de som.

Seja como for, trata-se de uma tradição religiosa para os islamitas, tão importante como as procissões para os católicos.

Agora, assim como as procissões católicas foram proibidas pelos regimes comunistas , o chamamento à oração pelo sistema de som das mesquitas será proibido pelo regime dito democrático de Israel.

O ministério de Netanyahu já aprovou, com o argumento de que o chamado incomodava os israelenses das vizinhanças das mesquitas.

“A liberdade religiosa não se pode sobrepor à qualidade de vida”, dizem os autores da lei a ser proposta pelos autores da maioria governista do Knesse (parlamento de Israel).

Portanto, que seja corrigida a relação dos direitos individuais respeitada em todos os países democratas.

Liberdade religiosa sim, mas em termos.

Porque Netanyahu e os seus resolveram tomar esta decisão?

Afinal, em 67 anos de Estado de Israel jamais seus habitantes judaicos reclamaram contra os apelos do muezzin.

É possível que, estando no ocaso os ataques de palestinos contra judeus, detonados pelo temor de que Telaviv pretendia mudar o estatuto do Monte do Templo, a dano da mesquita de Al Acsa, convém provocar novas revoltas populares.

Assim, armando situações que levem a violências palestinas generalizadas, Netanyahu conseguiria duplo sucesso.

Internamente, une seu povo contra o perigo árabe, fazendo que se esqueça o problemas das desigualdades que vem aumentando sempre.

Externamente, passa ao Ocidente sua impossibilidade de discutir novas propostas para a viabilização da solução dos 2 estados num clima de guerra com os palestinos. E assim seguir adiando a discussão da questão.

O ideal seria que os líderes palestinos convencessem seu povo a limitar seu justo protesto a manifestações de rua.

Não será fácil. Já pensou o que aconteceria se o governo brasileiro resolvesse proibir a procissão dos círios de Belém?

 

 

 

 

 

 

 

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