Israel acusado de crimes de guerra.

O Human Rigths Watch publicou relatório acusando Israel de crimes de guerra.

Eles teriam acontecido nos ataques contra escolas da ONU na Faixa de Gaza, matando civis ali abrigados.

43 pessoas, inclusive 17 crianças, foram mortas em escolas claramente marcadas como sendo da ONU em ataques contra a cidade de Beit Hamon, no campo de refugiados de Jabalya e em Rafah, na fronteira com o Egito.

O relatório da Human Rigths Watch nota que nos ataques às escolas de Beit Hamon e Jabalya não havia objetivos militares nem nas proximidades.

No caso de Rafah, a ação do exército israelense foi “ilegalmente desproporcional.”

O exército anunciou abertura de cinco inquéritos sobre possíveis ações ilegais na guerra de Gaza, um deles focalizando o acontecido em Beit Hanoun.

O Human Rights Watch não confia que sejam pra valer.

Diz seu relatório :”Israel tem um longo recorde de investigações de crimes de guerra, sem credibilidade.”

Seus militares raramente são punidos.

E, quando isso acontece, as penas costumam ser curtas e, ainda assim, diminuídas posteriormente.

Segundo relatório da Anistia Internacional, 45 civis palestinos foram mortos pelos militares israelenses na Cisjordânia, entre 2011 e 2013.

6 deles eram crianças.

Philip Luther da Anistia diz: “o relatório mostra um conjunto de evidências que provam um lamentável padrão de assassinatos ilegais e ferimentos injustificados de civis palestinos pelas forças de Israel na Margem Oeste.”

E nota que em nenhum dos casos estudados os palestinos apresentavam qualquer perigo iminente a Israel.

O relatório da Anistia Internacional ainda informou que, no período de 2011-2013, pelo menos 261 civis, incluindo 67 crianças, foram feridos por tiros das forças de Israel.

Durante esses 3 anos de repressão, apenas 1 soldado israelenses foi condenado.

Ele havia matado um palestino que desejava entrar ilegalmente em Israel em busca de trabalho.

Levado a julgamento, pegou um ano de prisão, do qual cumpriu apenas seis meses.

Libertado, voltou ao exército, sendo apenas rebaixado para um posto inferior.

 

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