Iraque: exército vai mal.

Apesar dos ataques da aviação americana, agora reforçados por aviões ingleses e franceses, o ISIS continua firme.

Seus milicianos ainda ameaçam Bagdá, estão há apenas uma hora de viagem.

A verdade é que ataques aéreos não podem reverter a situação de uma guerra quando as forças terrestres atacantes são ineficientes.

Exatamente o problema do exército iraquiano.

O que lhes falta em capacidade ofensiva sobra em corrupção e desorganização.

O ISIS continua tomando cidades porque o exército do Iraque deixa de fornecer aos defensores as armas, alimentos e água necessários.

O novo governo do primeiro-ministro Abadi tenta colocar as coisas em ordem, tendo já demitido 132 oficiais superiores, responsáveis pelas mazelas das forças armadas.

Por enquanto, isso ainda não as tornou maios eficientes.

A verdade é que existem maus hábitos solidamente enraizados.

Como, por exemplo, os soldados pagarem metade dos salários a seus superiores para permanecerem em casa ou trabalhando em outras profissões.

Na queda de Mossul, onde os milicianos do ISIS derrotaram forças do governo muito maiores, dos 60 mil soldados da cidade apenas um terço estava realmente mobilizado.

Esse mesmo curioso sistema existe também no funcionalismo civil.

Conforme o World Bank, entre os 8.206 guardas empregados de um certo ministério apenas 603 trabalhavam de fato.

Desse jeito, não há coalizão que resolva.

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