Irã: o próximo presidente poderá ser reformista?

Nas eleições parlamentares iranianas, os reformistas do Movimento Verde ficaram de fora.

Não quiseram participar de um pleito com seus dois principais líderes em prisão domiciliar.

Mas, alguns dos seus membros candidataram-se como independentes.

Entre os eleitos, está Mohamad Khatami, ex-presidente do país e um dos mais destacados oposicionistas.

Comentando o fato, o deputado da minoria, Reza Khabaz, declarou que a eleição de Khatami indicava o provável retorno do Movimento Verde à luta pelo poder.

Nesse caso, Khatami seria o candidato lógico à presidência nas eleições do ano que vem.

Durante os 8 anos (1997/2004) que ele presidiu o Irã, ele defendeu a liberdade de expressão, os direitos das mulheres e uma política de aproximação com os países da Ásia e da Europa.

Tentou reatar relações com os EUA aos quais propôs negociações sobre a questão nuclear e a solução dos 2 estados independentes na Palestina. Mas Bush cortou qualquer tentativa de diálogo.

No plano interno, Khatami teve de enfrentar as forças conservadoras do poderoso Conselho dos Guardiães e o próprio Supremo Líder Kamenei, refratário a avanços sociais e políticos.

Apesar dos obstáculos que Khatami teve de enfrentar no Irã e n o plano internacional, seu governo apresentou bons indicadores sociais e econômicos.

O país cresceu de 2,4%para 6%. O desemprego caiu de 16,2% para 14%. A dívida externa foi de 21,1 bilhões de dólares para 7,9 bi. A pobreza diminuiu de 40% da população para 25%. E a população abaixo da linha da pobreza foi de 18% para 15%.

Nas próximas eleições presidenciais, Khatami será certamente um concorrente de respeito.

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