Inimigos na Tunísia, amigos na Síria.

Em setembro de 2012, passou na internet um filme americano gozando o islamismo.

Pegou muito mal em todo o Oriente Médio, mas na Tunísia a coisa foi pior.

Centenas de irados muçulmanos atacaram a embaixada americana em Tunis.

Morreram 4 pessoas no incidente, além de dezenas saírem feridas e uma escola americana ter sido incendiada.

O governo tunisiano, liderado por muçulmanos moderados, investigou o caso e concluiu que o movimento salafista Ansar-al-sharia organizara  tudo.

20 dos seus membros foram julgados e condenados a 2 anos de cadeia.

O governo local protestou, considerando que as pena aplicadas foram muito suaves. E o ministério público apelou, pedindo punições mais severas.

Washington também ficou indignado.

E colocou os salafitas no index das organizações terroristas.

Ninguém no Ocidente poderá colaborar com esses inimigos dos EUA e da humanidade

Curiosamente são salafitas a maior parte dos milicianos da Frente Islâmica que, na revolução da Síria, recebem armamentos e financiamento da Arábia Saudita, fiel aliada dos EUA.

Aliás, recentemente, informou-se que oficiais americanos estavam negociando com esse pessoal sua integração no Exército Livre Sírio (ESL). Tudo para fortalecer a luta anti-Assad.

Como é sabido, o ESL é patrocinado pelos EUA, que lhes dá apoio logístico financeiro e, em breve, também militar, conforme o prometido.

Sendo o salafismo  um movimento internacional, é provável que soldados do seu ramo tunisiano, estigmatizado como terrorista, irão lutar (ou já lutam) contra Assad na Síria, usando armas fornecidas pelos americanos e sauditas.

Caso seu lado acabe ganhando a guerra, ninguém se espante se não voltarem as armas contra os próprios doadores.

 

 

 

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