Impasse no jogo duplo da Turquia.

Não é com preces que os chefes do Estado Islâmico mantém seu poderoso aparato bélico.

Eles precisam de muito dinheiro para comprar armas, munições, mantimentos, medicamentos para seus exércitos.

São centenas de milhões de dólares mensais (senão bilhões) que vem de generosos príncipes e ricaços anônimos da Arábia Saudita e outros países do Golfo Pérsico e, principalmente, da venda de petróleo.

Eles tem o precioso “ouro negro” em abundância extraído das jazidas da Síria e do Iraque que conquistaram.

Como é ilegal para o ISIS vender petróleo roubado, o jeito é fazer seus negócios através do mercado negro. Que é feito num país que faz fronteira com o território controlado pelos bárbaros radicais: a Turquia.

Pelo menos até Stambul entrar na coalizão anti-ISIS), frotas e mais frotas de caminhões transportavam enormes quantidades de barris à Turquia, onde eram vendidos apreço de banana a empresários locais.

Por ali também entravam e saiam à vontade  milicianos salafitas e wahabitas (das seitas islâmicas ultra-radicais) para se alistarem no Estado Islâmico ou de lá saírem para praticarem atentados no estrangeiro, como fizeram recentemente em Paris.

Há mais de um ano – desde que os EUA formaram sua coalizão anit-ISIS vem pedindo aos turcos que também aderissem ou, pelo menos, cedessem o uso de uma de suas  bases aéreas em condições estratégicas para de lá partirem bombardeiros contra os inimigos.

Mas Stambul sempre negou. Até que, por sua vez, sofreu alguns atentados atribuídos ao ISIS, no mês de julho.

Ao ingressarem no bloo de Tio Sam, cedendo sua base, dando apoio logístico e programando ataques aéreos, dos quais a maioria foi contra seus inimigos os curdos, por sinal os mais eficientes combatentes contra o Estado Islâmico.

Em novembro, fatos novos trouxeram sinais de tempestade. Com a derrubada do avião russo pelos turcos, Putin saiu do sério.

Acusou que o governo do presidente Erdogan estava, na calada da noite, ajudando decisivamente o ISIS a ganhar muito dinheiro para abastecer seus arsenais e armazéns. E assim ganhar músculos párea continuar sua luta.

Com fotos de satélites e vídeos, Putin mostrou quilométricas procissões de caminhões carregados de petróleo passando da fronteira síria para a turca.

“Dia e noite eles entram na Turquia.Os caminhões sempre vão cheios e voltam vazios,” comentou o líder russo.

E o tenente-general Sergei Rudskoy  (RT- 3 de novembro) forneceu números: ’O lucro desta organização terrorista é de cerca de 3 milhões de dólares por dia.”

Segundo Moscou, os bombardeiros russos alteraram a situação.

“ Depois de 2 meses de ataques os lucros  já caíram para 1,5 milhão de dólares diários.”

Em dois meses de bombardeiros, foram atingidos 32 complexos petrolíferos,11 refinarias, 23 estações de extração de petróleo e destruidos 1.080 caminhões cheios de barris do ouro negro

A conclusão do premier russo é que seu avião foi atacado para evitar que atacasse o suprimento de óleo do ISIS para a Turquia.

Acho um tanto discutível.

O fato é que parece real a continuidade do tráfego de caminhões levando petróleo a preços de banana para a Turquia e trazendo recursos para o Estado Islâmico continuar lutando.

Cito alguns depoimenos a favor.

Deu na revista TIME: “A razão que as pessoas acusam a Turquia de colaborar com o ISIS é porque…sua proridade é derrubar Assad. Sua política não oficializada de abrir as fronteiras permitiu islamitas radicais, inclusive o Nussra (filial da al Qaeda) e o ISIS trazer dinheiro, recursos e milicianos para a Síria.”

O The Guardian noticiou um raid das forças especiais americanas cujo alvo era um oficial do Isis  responsável pela negociação do petróleo com compradores turcos. Na ocasião, oficial dos EUA, sob condição de anônimo disse que os negócios entre oficiais turcos e do ISIS  eram inegáveis.

Um parlamentar da oposição turca, Ali Ediboglu, garantiu ao ABC news (Australia)garantiu que o ISIS lucrou 800 milhões de dólares nas operações com os turcos.

Mowaffak al Rubaie, parlamentar iraquiano, declarou em entrevista que o petróleo roubado da S[iria e do Iraque era vendido ao compradores turcos pela metade do valor.E concluiu: “Há oficiais de segurtança na Turquia simpáticos ao ISIS. Estão permitindo que os (fanáticos do ISIS) viagem até a fronteira e se infiltrem na Síria e no Iraque.”

E o fato mais revelador: na semana passada, um tribunl turco condenou Á PISÃO dois importantes jornalistas por terem publicado fotos de um caminhão turco entegando munições a milicianos na Síria.

O presidente Erdogan alegou que eram para turcomanos, inimigos do governo Assad.

No entanto, um político turco, muito ligado aos turcomanos, negou.

Esteja o governo turco autorizando ou não o contrabando de petróleo da Síria e do Iraque, o fato é que existem  98 km de fronteira sem vigilância.

Não dá para acreditar que por lá não continuem trafegando as frotas de caminhões responsáveis por negócios ilegais que garantem recursos para o Estado Islâmico continuar praticando barbaridades.

Tanto é verdade que, após o atentado de Paris, o presidente Obama deixou bem claro que não aceitaria a desculpa de Ankara de que não tinha meios de fechar a parte da fronteira com a Síria, usada pelo ISIS.

O Wall Street Journey relatou assim as palavras do presidente: “O jogo mudou. O necessário é o necessário. A fronteira tem de ser fechada.”

Por enquanto, os turcos resistem.Seu ministro do Interior lamentou que a fronteira fosse muito grande.Seriar praticamente impossivel policiar toda ela.

Então, ta.

Obama vai engolir esse sapo?

 

 

 

 

 

1 pensou em “Impasse no jogo duplo da Turquia.

  1. Acho que seja estranho nao ter uma fiscalizaçao em suas fronteiras !!! mais para dizer que tenha envolvimento e outra questao.. mais complexa .

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *