Hiroshima esquecida.

As grandes potências pouco aprenderam com Hiroshima.

Aparentemente, até que tentaram.

A partir de 1987, Rússia e EUA firmaram vários acordos de diminuição dos armamentos nucleares.

O mais recente foi em 2.010, quando Obama e Medvedv comprometeram-se a reduzir suas respectivas ogivas nucleares estratégicas. Uma série de mísseis prontos para serem lançados contra cidades e campos de batalhas do adversário.

Nos termos do acordo, cada país teria sete anos para chegar ao limite de 1.500 ogivas nucleares.

Na época, os EUA contavam com 2.000 ogivas e a Rússia com 2.500.

Portanto, em 2018, o mundo deverá, não respirar aliviado,  mas pelo menos torcer por novo acordo, que afaste mais um pouco as sombras de uma devastadora guerra nuclear mundial.

Sentimento duvidoso de ser alcançado uma vez que Rússia e EUA empenham-se em fortalecer seu poder nuclear, com programas de “modernização” do seu estoque de armas desse tipo.

“Modernizar” no caso significa introduzir novos aperfeiçoamentos, que tornariam as armas ainda mais eficientes e letais.

Enquanto as grandes potências sancionam pesadamente o Irã para barrar um programa de produção das terríveis armas que ele não tem, EUA e Rússia empenham-se numa verdadeira corrida nuclear, cada um aplicando bilhões para superar o outro.

Nos EUA, em 2014, Obama apresentou um programa de modernização de armas nucleares que estariam envelhecidas, a ser desenvolvido durante 60 anos, no valor de 208 bilhões de dólares.

Um ano depois, o Centro de Recursos Estratégicos e Orçamentários, ligado ao Pentágono, corrigiu os números do presidente: seriam necessários 355 bilhões.

Agora, um novo estudo eleva a cifra para 963 bilhões de dólares e baixa o prazo de sua aplicação para 30 anos.

A Rússia não fica atrás.

Seu plano de modernização inclui a reposição dos mísseis balísticos intercontinentais dos tempos soviéticos,

tidos como superados, por novos sistemas de lançamento de foguetes e o desenvolvimento de avançados

mísseis balísticos submarinos.

Por sua vez, o Reino Unido também quer fazer sua parte.

O ministro da Defesa anunciou a substituição de quatro submarinos nucleares Trident por novos

modelos com inovações avançaas.

Não vai ser barato: por volta de 26 bilhões de libras, sendo que os custos de manutenção calculados

ficarão entre 1,7 bilhão e 2,1 bilhões de libras por ano.

Mas no pai da rainha, há quem pense em acabar com esta festa.

Jeremy Corbyn, candidato favorito a líder do Labour, promete tirar o Reino Unido dessa louca corrida armamentista, caso seja escolhido e seu partido ganhe a próxima eleição inglesa.

Foi o que afirmou em reunião da Campanha do Desarmamento Nuclear, no ensejo do 70º aniversário da tragédia de Hiroshima.

Só que a próxima eleição inglesa ainda demora, só daqui a 5 anos.

Sendo que o Partido Conservador parece muito firme no poder, depois de estar conseguindo superar os efeitos da grande crise de 2008.

 

 

 

 

1 pensou em “Hiroshima esquecida.

  1. Eça, eu não consigo pronunciar esses números, na minha não santa ignorância acho que com muito, muito, muito menos culhões as quaquilhorárias e atômicas nações teriam conseguido resolver a África e a parte complicada do mundo e não suga-las como fizeram ao longo da história, agora os imigrantes batem suas portas. Neste xadrez a América Latrina segue com suas republiquetas populistas a caminho do nada. Não é um jogo de xadrez, é a bestialidade humana.

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