Há três anos, Netanyahu vetou acordo de paz.

Quem afirma é nada menos do que Shimon Peres, o presidente e uma das mais respeitadas figuras de Israel.

Em entrevista ao Canal 2, em 6 de maio, Peres afirmou que ele e Mahmoud Abbas, Presidente da Autoridade Palestina, haviam acertado tudo, há três anos atrás.

Abbas tinha concordado em reconhecer Israel como Estado judeu em troca do reconhecimento da Palestina, como Estado independente.

O problema dos palestinos expulsos em 1948, durante as lutas da independência de Israel, seria revolvido de acordo com a proposta da Liga Árabe: parte deles receberia terras e a maioria, indenização em dinheiro.

“Chagamos a um entendimento em quase todos os  pontos e faltava só fazer um resumo”, declarou Peres.

Quando ele procurou Netanyahu, surpresa desagradável: o primeiro ministro, que detém o poder executivo, recusou  a solução.

Esperava que Tony Blair, representante do Quarteto (EUA, União Européia, ONU e Rússia) que mediava a questão palestina, melhorasse as condições do acordo em favor de Israel.

Aí, melou tudo.

Diante desta verdadeira denúncia de Shimon Peres, a assessoria de Netanyahu negou que fosse verdadeira.

E o premier afirmou: “os palestinos querem tudo e não querem dar nada em troca.”

Como Shimon Peres é muito mais confiável do que Netanyahu, ficou claro, mais uma vez, que o governo atual não aceita mesmo uma solução justa para o problema palestino.

Prefere que o impasse continue, enquanto Israel não pára de criar novos assentamentos, reduzindo cada vez mais as chances de paz.

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