Guerra do Iêmen: o parlamento europeu descruzou os braços.

Já faz um ano que a Arábia Saudita e aliados vem bombardeando impiedosamente o Iêmen, um dos países mais pobres do mundo.

Recentemente, comissão da ONU concluiu um relatório sobre a situação do país. Concluiu que a coalizão liderada pelos sauditas cometeu graves violações dos direitos humanos.

Seus ataques aéreos mataram mais de 4 mil civis, inclusive cerca de 700 crianças. Destruíram uma em cada quatro moradias, bombardearam campos de refugiados, hospitais, escolas, mesquitas, fábricas, depósitos, infra estrutura civil e portos.

Até casamentos serviram de alvo, tendo num ataque os aviões mataram 135 convivas.

Usaram para sua brutal ofensiva aviões, armas e munições fornecidas pelos EUA e Europa.

Em janeiro, o Comitê de Desenvolvimento Internacional da Câmara dos Comuns pediu que o governo do primeiro ministro Cameron parasse de fornecer armamentos para matar civis iemenitas.

Mas Cameron recusou-se. Não está em seus planos perder os excelentes lucros das vendas de armas à monarquia saudita.

Agora o parlamento da União Européia, depois de muitas discussões internas, resolveu sair do muro.

Solicitou um sem precedentes embargo de armas para a Arábia Saudita, por todos os países da comunidade devido “à crescente  frustração pela conduta da Força Aérea Saudita. A Arábia Saudita é um grande cliente de armas do Reino Unido e da França e há evidências de que estas armas estão sendo usadas em forte violações das leis internacionais no Iêmen, onde milhares de cidadãos estão sendo assassinados desde o começo da guerra em março de 2015.”

Se os governos concordarem, não pense que os sauditas passarão a guerrear de um modo civilizado, deixando de visar bairros residenciais.

Afinal, os EUA estão aí para continuar lhes fornecendo todos os armamentos de que precisarem.

Claro, Tio Sam não vai deixar de aconselhar (como tem feito) seus amigos de Ryadh a se comportarem, a respeitarem os direitos humanos.

Agora, se eles não atenderem, a culpa é de quem?

 

 

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