Ganhos de Assad na guerra ao ISIS.

Os rebeldes moderados sírios não cansam de chiar contra a estratégia americana anti-ISIS.

Dizem que somente bombardeios, sem forças terrestres poderosas, não resolvem. As deles, carecem de armamento adequado.

Precisam que os EUA lhes enviem armas pesadas, tanques e artilharia para que, apoiados pela força aérea yankee, possam combater os bens equipados inimigos com reais chances de vitória.

Outro problema: o Nussra, aliado na luta anti-Assad, fez as pazes com o ISIS, seu antigo inimigo.

Tudo porque seus milicianos foram atacados por aviões americanos, que lhes infringiram muitas baixas.

Há informações de que se planeja operações militares conjuntas ISIS-Nussra.

Mas a maior reclamação dos moderados é que os pesados bombardeios americanos contra o ISIS favorecem o regime Assad.

De fato, as tropas de Damasco estão parando de combater os extremistas do ISIS, concentrando-se no combate aos rebeldes moderados.

Sua estratégia é lógica: para que atacar os hiper-terroristas se os EUA estão cuidando disso?

Os rebeldes pró-Ocidente é que saem perdendo porque tem de encarar ataques mais fortes por parte do regime.

Desde que os EUA começaram a mandar bomba nos milicianos do ISIS, a força aérea síria dobrou seus bombardeios de posições rebeldes no noroeste do país.

Enquanto isso, no Iraque, as coisas continuam pretas.

Preocupado com a aproximação do ISIS a Bagdá, o comando dos EUA lançou helicópteros Apache  contra eles.

Teme que o aeroporto da capital fique ao alcance da artilharia inimiga, agora a 150 km de distância,  que poderia obrigar seu fechamento. Inaceitável, pois é por alí que chegam instrutores e equipamentos bélicos americanos.

Do Paquistão vem nova ameaça.

Seis comandantes regionais dos talibãs paquistaneses acabam de anunciar adesão ao ISIS, jurando fidelidade ao seu chefe.

Há possibilidade de outros comandantes se juntarem a eles.

Como os talibãs dos dois países agem indiferentemente em ambos, as barbaridades dos hiper-extremistas poderão  pintar também no Afeganistão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *