França une extremos para derrubar sanções contra a Rússia.

Até parece o Brasil, onde esse tipo de coisas é bastante comum.

Uma estranha coligação foi formada por deputados franceses do mais amplo arco ideológico.

Uniram-se na mesma trincheira os direitistas de Sarkosy e os partidos de extrema-esquerda, além dos agrupamentos centro-direitistas.

O alvo era a derrubada das sanções contra a Rússia, impostas, em 2014, pela França, juntamente com os EUA e os demais países da União Européia, para forçar Putin a abandonar a Criméia e não se meter mais nos assuntos ucranianos.

Buscava-se atingir pesadamente os setores dos bancos, da energia e da Defesa do governo de Moscou. Desta maneira a economia russa ficaria em frangalhos e Putin seria obrigado a pedir perdão e jurar não pecar mais.

Deu errado.

É verdade que os russos sofreram e ainda sofrem bastante com os efeitos das sanções econômicas que se abateram sobre seu povo.

Mas Putin ficou firme.

Quem está louco para voltar atrás é a maioria dos países europeus que perderam substanciais negócios com os russos, especialmente os fazendeiros produtores de frutas, e ficaram com seus mercados por demais estreitados.

Em nome da coligação direita-esquerda, o deputado conservador Thierry Mariani apresentou à Câmara dos Deputados moção apelando pelo levantamento das sanções pois : ”…são totalmente ineficazes hoje para resolver esta crise internacional e perigosas para os interesses franceses.”

A coligação venceu por 55 versus 44 votos, vindos do partido socialista e dos verdes.

A moção não tem efeito legal, a questão focada é da alçada do executivo.

Em julho deste ano termina o prazo das sanções.

Se depender da maioria dos países europeus elas acabam.

Mas a última palavra costuma ser dada pelos EUA.

Dizem que agora a escrita pode mudar.

 

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *