Fogo nada amigo.

Nesta semana, mais 3 soldados da OTAN foram mortos por seus aliados, os soldados afegãos.

Neste ano, já houve 34 ataques desse tipo, que mataram 45 soldados da OTAN, a maioria dos EUA. Bem mais do que em todo  2011.

É a chamada escalada ‘’verde no azul”  (green- on-blue), um problema cada vez mais sério.

São várias as suas causas.

Em primeiro lugar, o salário reduzido pago ao pessoal afegão, o que leva os oficiais da OTAN a não serem muito seletivos no recrutamento.

O baixo moral das tropas do Afeganistão reflete essa situação e é acentuado pelos casos, divulgados pela internet, onde militares americanos desrespeitaram a religião, as tradições e os próprios afegãos.

E pior: não foram punidos quando queimaram 100 exemplares do Alcorão e urinaram sobre afegãos mortos.

Uma conseqüência desses dois fatores é o alto grau de deserção nas forças armadas locais.

Somente no primeiro semestre de 2011, 1 em cada 7 soldados afegãos deu adeus às armas, totalizando 24 mil soldados, mais do dobro dos que fizeram o mesmo em 2010, segundo dados da OTAN.

O fogo amigo também atinge os próprios afegãos: é a escalada “verde no verde” (green-on-green) na qual membros das forças de segurança do Afeganistão matam seus próprios colegas.

Neste ano, já foram mortos 53, além de 22 feridos.

Atribui-se, em parte, essa desastrosa ação entre amigos a talibãs infiltrados no exército.

O próprio líder do grupo, o mulá Omar deu uma entrevista nesse sentido: “Eles (os infiltrados) tem condições de entrar nas bases, escritórios e centros de inteligência do inimigo. Aí podem facilmente executar ataques coordenados e decisivos, infringindo pesadas perdas ao inimigo.”

 

 

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