Expurgo na Coréia do Norte.

A recente queda de alta figura da Coréia do Norte significa mais do que a emancipação do jovem presidente da tutela do seu tio.

Jamg Song, acusado pela imprensa estatal dos piores desvios de comportamento capitalista, como vício em drogas, jogo e mulheres, caiu por motivos essencialmente políticos.

Era um firme defensor de reformas econômicas que aproximassem o país do sistema chinês.

Ele presidia um comitê sino-norte coreano que supervisionava a administração  da  Zona Econômica Especial Rason e da Zona Econômica Hwanggumpyong-Wi ihwa Island, regiões onde se procedia a experimentos com capital estrangeiro e joint- ventures.

Jang insistia na necessidade de se realizar reformas econômicas segundo o sistema de abertura chinesa, mudando totalmente a economia norte-coreana.

Por isso, chocou-se com a linha dura norte-coreana, liderada no governo pelo general Choi-Ryong-hae, que pretendia que a abertura norte-coreana fosse apenas parcial.

Embora respeitando seu tio e conselheiro, Jang, o presidente Kim-Jong-um tinha Choi em alta conta.

Com apoio presidencial, ele subiu na hierarquia militar, alcançando a chefia do Politburo do Exército do Povo.

As relações entre Jang e Choi ficaram tensas durante o recente conflito com os EUA devido aos testes nucleares do governo de Pyongiang.

O tio do presidente foi contrário á postura agressiva que seu sobrinho-presidente adotou, apoiado por Choi e a linha dura.

Desde então os atritos se acentuaram e, por fim, Kim-Jong-um  acabou procedendo ao expurgo de Jang-Song.

Com ele cai a idéia do sistema econômico da Coréia do Norte espelhar o sistema chinês, com sua abertura ao capitalismo.

No entanto, o jovem presidente pretende implantar algumas das reformas econômicas do governo de Pequim.

Já na área propriamente política, a ascensão da linha dura é sinal de que Pyongyang vai continuar hostil ao Ocidente.

 

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