Europa vai penalizar Israel.

Depois de dezenas de protestos e condenações contra as inúmeras violações do Direito Internacional por Israel, a Comunidade Europeia decidiu agir, conforme o The Guardian. Deve elaborar leis para evitar ou desencorajar empresas ou organizações dos países membros a negociar com os assentamentos judeus na Palestina árabe.

Essa postura atende a recomendação feita por relatório da Comunidade Europeia sobre a situação em Jerusalem Oriental, descrita como em processo de deterioração, advertindo que “o aumento sistemático das atividades de assentamento… solapa a solução dos dois estados.”

Trata-se do mais recente entre os muitos relatórios e pronunciamentos de europeus sobre o assunto, como o de Nick Clegg, vice Primeiro Ministro do Reino Unido,  descrevendo a construção de assentamentos como “um ato de deliberado vandalismo”, que estaria causando “imensos prejuízos” ao processo de paz. ”A continua existência de assentamentos ilegais cria fatos consumados que poderão tornar a solução dos dois estados inviável.”

Nesse mesmo sentido, foi um relatório parlamentar francês que acusou Israel pela prática de políticas de “apartheid” na alocação de água entre assentamentos judeus e palestinos, na Margem Oeste, e um relatório interno da Comunidade Europeia, criticando fortemente as políticas de Israel na área C, 62% da Margem Oeste sobre total controle israelense, por também ameaçar as perspectivas da solução dos dois estados independentes.

O relatório da Comunidade Europeia sobre Jerusalem Oriental acusa a “expansão do planejamento dos assentamentos” em 2011, especialmente no flanco sul da cidade. Tambem cita a expansão planejada de Gilo, um assentamento no extremo de Jerusalem, perto de Belem, que “atraiu preocupações e condenações significativas” porque a decisão de implantá-la foi tomada alguns dias depois do “Quarteto do Oriente Médio” (os países mediadores) terem pedido a judeus e palestinos que refreassem ações provocativas.

O relatório denunciou ainda as dificuldades de obter permissão para construir ou fazer reformas impostas aos residentes árabes, que tem forçado muitas famílias árabes a escolher entre mudar-se de Jerusalem ou construir ilegalmente, arriscando-se a sofrer demolições.

Luiz Eça

www.olharomundo.com.br

19/01/2012

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