Europa processa torturadores americanos.

Obama prometeu não processar pessoas que torturaram ou mandaram torturar no governo Bush, mas os europeus não foram tão bonzinhos.

O juiz Pablo Rafael Ruz Gutierres, de Madri, decidiu investigar o caso de quatro prisioneiros de Guantanamo libertados que acusam de terem sido torturados enquanto estavam sob custódia dos EUA.

Serão analisados informações médicas, um informe do Human Rights Watch, material revelado pelo WikkiLeaks e o depoimento de três oficiais americanos de alta patente que serviram em Guantanamo para determinar a legalidade do tratamento dos detentos.

George Bush, o ex Vice Presidente Dick Cheney, o ex Secretário da Defesa Donald hdmi extenders Rumsfeld e dois antigos comandantes de Guantanamo, o Major General Micheal Lhnert e o Major General Geoffrey Mills, ambos reformados, também serão incluídos no processo investigatório.

Em Londres, o Crown Prosecution Service e a Scotland Yard iniciaram investigações para apurar o envolvimento inglês no programa de “rendições extraordinárias”, do governo Bush, no qual suspeitos de terrorismo foram raptados fora dos EUA e levados por avião para serem interrogados sob torturas em locais secretos da CIA na Europa.

O objetivo da investigação é apurar se os serviços de Inteligência ingleses ajudaram a entregar três líbios oposicionistas ao governo Kadafi.

Todas essas ações devem-se a pressões das entidades de direitos humanos, que resolveram agir contra os torturadores na Europa já que nos EUA os tribunais negaram provimento aos processos instaurados, aceitando o privilégio de segredos de estado alegado pela defesa.

A alegação de segredos de estado foi usada por militares no período Bush para impedir que  fossem investigados pela Justiça. No governo Obama, está acontecendo a mesma coisa.

Agora, vamos ver se os torturadores escapam da justiça européia.

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