Europa: excesso de violências contra mulheres.

Pesquisa nos 28 países membros da União Européia mostra dados assustadores.

8 em 10 mulheres sofreram alguma forma de violência ou abuso sexual desde 15 anos de idade, sendo que 1 em 20 foram estupradas.

Nos últimos 12 meses, 8% foram vítimas dessas ações violentas.

A maior parte foram praticadas  por um parceiro atual ou anterior. 22%  pelos homens com quem vivem.

31% daquelas que foram estupradas por seu parceiro, continuam a sofrer estupros repetidas vezes.

Violências contra mulheres são os crimes menos denunciados. Apenas 14% das mulheres recorrem à polícia contra seus parceiros e 13% contra não-parceiros.

Por fim, talvez o mais grave, 1 em cada 10 mulheres é violentada por um adulto antes de completar 15 anos.  O que dá uma dimensão da amplitude da pedofilia na Europa.

A pesquisa também fez um ranking da incidência do crime nos 28 países.

Surpresa geral: os 3 primeiros colocados foram os menos previsíveis, países onde a civilização parecia ter atingido os mais elevados patamares.

A Dinamarca apareceu como o líder, com um índice de 52% das mulheres alvo de violências ou abusos sexuais, seguida pela Finlândia – 47%- e pela Suécia- 46%.

A pesquisa foi considerada a maior já feita sobre a questão, atingindo nada menos do que 42 mil mulheres. Realizada pela Agência por Direitos Fundamentais, da Europa Unida, seu diretor  declarou que as violências contra mulheres não podem mais continuar sendo ignoradas pela Europa.

A Inglaterra fez uma contagem própria dos crimes de violência contra mulheres através de pesquisa do Crime Survey for England and Wales.

Os resultados não são tão ruins quanto os dos países escandinavos, mas não são de deixar nenhum súdito da rainha satisfeito.

5 milhões, ou 31% das inglesas adultas, sofreram alguma forma de violência doméstica desde os 16 anos de idade.

Diante disso, a diretora do End Violence Against Women disse ser urgente que o Reino Unido ratificasse a convenção de Istambul, que garante proteção às mulheres.

O que, inexplicavelmente, o governo conservador ainda não fez.

 

 

 

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