Drones: muito pior do que se imagina.

Saiu o relatório do estudo sobre a ação dos drones no Paquistão, de autoria conjunta da Stanford University e da New York University.

A principal conclusão é chocante: nas regiões pesquisadas, somente uma em cada 50 vítimas é comprovadamente terrorista. As outras 49 são civis inocentes.

Esse resultado deve-se aos ataques double-tap, nos quais o drone dispara um míssil e, quando pessoas tentam tirar as vítimas dos escombros, dispara um segundo míssil contra elas.

É uma lógica estranha, de que quem socorre suspeitos de terrorismo provavelmente terrorista será também…

Publicado no DailyMail online, de 25 de setembro, o relatório das duas universidades americanas informa que esta tática está aterrorizando os camponses do norte do Vaziristão, província  paquistanesa freqüentada pelos drones.

Os investigadores descobriram que grande número de pessoas já estão sofrendo severo stress provocado por estes mensageiros alados da morte.

Muitos pais não deixam seus filhos irem à escola com medo de que eles sejam alvejados por mísseis vindos do espaço.

Estima-se que os drones já lançaram pelo menos 341 ataques no Paquistão desde 2008.

É estranho que o povo americano, horrorizado com a degola dos jornalistas pelo ISIS, não se horrorize com o assassinato de tantos camponeses inocentes pelos drones lançados por seu país.

Pesquisa Gallup, março de 2013, revela que 65% da população dos EUA apóia o uso de drones contra suspeitos no exterior. 

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