Drones apavoram Yemen.

Documento do governo publicados no site McClatchy revelam a ineficiência dos drones no Yemen.

Ficamos sabendo que somente 2% das pessoas que eles matam são líderes da Al Qaeda.

Os demais, ou são simples militantes ou inocentes camponeses.

Esse fato foi apresentado ao Senado dos EUA em depoimento prestado por Peter Bergen, do Programa Nacional de Estudos de Segurança da Fundação da Nova America.

Na mesma ocasião, Farea Al-Muslin, nascido numa aldeia alvo dos drones, deu seu testemunho : “Há apenas 6 dias, minha aldeia foi atacada por um drone, aterrorizando milhares de simples e pobres fazendeiros. O que os radicais tinham anteriormente falhado em conseguir, um único ataque de drones conseguiu num instante: criar uma intensa raiva e crescente ódio em relação à América.”

Farea prosseguiu, contando que a Al Qaeda da Península Arábica usa os ataques americanos para promover sua ação e recrutar mais terroristas.

Também diante do Senado, Rosa Brooks, professora de leis na Universidade de Georgetown, criticou duramente o uso de drones pelo governo Obama:“Quando um governo assume para si o poder irrevogável de matar qualquer pessoas, em qualquer parte do mundo, em qualquer tempo, baseado em critérios secretos e informações secretas, numa discussão secreta, por indivíduos anônimos, ele está solapando o império da lei.”

Dificilmente os senadores se comoverão pelo pavor dos aldeões paquistaneses e yemenitas ou pelos argumentos jurídicos contra os drones.

Para republicanos e democratas da casa, nada disso vale diante dos terroristas mortos pela arma de destruição à distância.

Espera-se para os próximos meses um relatório circunstanciado da ONU sobre a ação dos drones no Oriente Médio.

Ninguém duvida que os EUA, que tanto tem condenado as violações de direitos humanos por outros países, passarão à dura condição de réus.

 

 

 

 

 

 

 

 

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