Destruições de oliveiras palestinas: exército de Israel se omite.

Em 17 ataques, colonos de assentamentos judaico-israelenses destruíram grande quantidade de oliveiras de plantações palestinas.

As queixas foram devidamente registradas pelo exército israelense.

Mas nenhuma investigação foi realizada.

Esses ataques referem-se a apenas o período entre 10 de setembro e 7 de outubro. Houve muitos outros, sem que qualquer providência seja conhecida.

E olhe que aconteceram em regiões vizinhas a assentamentos, que são fortemente policiados por soldados e câmeras de vigilância.

Tudo isso aparece em documentos confidenciais obtidos pelo jornal Haaretz e foi relatado na edição de 28 de outubro último.

Na verdade, para o governo israelense, agricultores palestinos são habitantes incômodos das áreas da Margem Oeste, que pretende manter definitivamente.

Por isso, não lhes dá vida fácil.

Só podem visitar suas plantações duas vezes por ano, por exemplo.

Quanto às violências aplicadas pelos israelenses assentados, bem, melhor é esquecer. Os militares só costumam agir quando há indignação da opinião pública.

A missão do exército israelense na Margem Oeste é garantir a segurança dos assentamentos. E do Estado de Israel, é claro.

Mas, como ainda há organizações israelenses humanas e corajosas, os Rabinos Por Direitos Humanos e o Yesh Din enviaram cartas aos comandantes das brigadas na Margem Oeste, narrando os incidentes e a inação dos militares.

Na carta, as duas ONGs acusam os comandantes locais de falta de cumprimento de suas obrigações de proteger os agricultores palestinos e suas propriedades.

Teoricamente, esta obrigação até que existe.

 

 

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