Como os americanos estão vendo o governo Trump.

Em março, a imagem do governo Trump continuou baixa.

A média dos resultados das pesquisas, já realizadas nesse mês pelos diversos institutos, mostra que ele continua o presidente pior avaliado, nesse mesmo período, entre todos os presidentes dos últimos decênios.

40,9% o consideraram bom, mas um número maior, 53,4% dos respondentes, o taxaram de mau a péssimo.

Foi a Rassmussem quem o mostrou em posição melhor: 52% x 48%. E verdade que a favor das opiniões contrárias. Foi uma diferença negativa de apenas 4% – enquanto foi de 7% a média negativa do conjunto das pesquisas de todos os institutos dos EUA..

Já no conceituado Instituto Gallup, as coisas correram bem pior para The Donald, reprovado por 55%, contra 39% de apoiadores. 85% dos republicanos louvaram o desempenho do presidente, coisa que somente 7% dos democratas fizeram.

Mais significativa foi a pequena porcentagem dos eleitores independentes favoráveis ao governo: apenas 34%.

Uma pesquisa ainda pior para Trump foi realizada em fevereiro deste ano pela Politico/Morning Consult. Mostrou como a população dos EUA votaria nesse mês.

Só 36% escolheriam The Donald. Como 44% dariam preferência ao candidato democrata, seja qual ele fosse, o presidente teria de dizer adeus à Casa Branca.

Na mesma época, outras pesquisas também chatearam bastante Trump e seus aliados próximos.

Checou-se como ia o prestígio do presidente, estado por estado..

Justamente nos três estados que deram a vantagem decisiva a The Donal,d contra sua antagonista, Hillary Clinton, ele estava naufragando. Em Wisconsin, sua aprovação caiu 10%, na Pensilvânia- 4% e em Michigan – 10%.

Nos estados tradicionalmente democratas, onde ele havia perdido nas últimas eleições presidenciais, sua queda foi mais acentuada. 22% menos dos seus eleitores de Nova Iorque estavam gostando do seu governo. Na Califórnia, , piorou: menos  de 27% satisfeitos; no Havaí, menos 33%;  na capital, Washington, não houve propriamente uma queda, mas um verdadeiro abismo, com 66% dos que votaram no presidente achavam seu governo ruim.

Em 25 dos estados onde The Donald vencera, os eleitores mostravam-se descontentes com seu governo.

É possível prever que, se essa situação não mudar, Trump dificilmente conseguirá o número de votos eleitorais para poder continuar dando as cartas nos EUA.

No entanto, outra pesquisa deve ter animado o cercle intime de Donald Trump.

Realizada pela Associated Press- NORC, indicou 42% respondentes favoráveis ao presidente republicano, resultado acima da média dos demais institutos de pesquisas.

Mais valiosas foram as opiniões relativas a uma série de ações e posturas presidenciais..

Segundo a AP-NORC, 47% avaliavam positivamente as ações do presidente na Economia, enquanto 46% aplaudiam a nova lei de Impostos e taxas.

Houve outros resultados entre ruins e regulares.

77% dos assalariados acham que a lei de impostos e taxa favorece às grandes corporações; 73%, aos ricos; já só para 53%, os pequenos negócios seriam beneficiados.

Quanto ao modo com que Trump administrou uma série de questões chaves, as notas ficaram pouco acima de regular.

No conflito com a Coreia do Norte, The Donald saiu-se bem para 42%; na economia, recebeu o OK de 41%; mas seu manejo do débito orçamentário foi bem-visto por apenas 35%.

A decisão de cobrar taxas de 15% sobe a importação de aço e alumínio vai aumentar empregos somente para 32% dos respondentes. Não mais de 36% acreditam na promessa do presidente de reduzir o desemprego com essa medida.

A mesma pesquisa da AP-NORC revelou dados muito preocupantes para as indústrias de armas.

7 entre 10 adultos querem controles de armas muito mais rígidos dos que os existentes. É o número maior desde que a Associated Press começou a fazer esta pergunta há cinco anos atrás.

6 em 10 defendem a proibição de artifícios para fazer com que armas semi-automáticas funcionem como automáticas. Passando a disparando uma multidão de balas por minuto.

Quase 6 em 10 exigem a proibição total da venda dos fuzis tipo AR.

Lembro que ainda neste mês, The Donald, inesperadamente, prometeu empenhar-se firmemente em favor da aprovação de leis que restringissem a compra de armas. Chegou a citar favoravelmente os vários tipos de proibições exigidos pela população, depois do massacre da escola da Flórida.

Mas a voz da N.R.A. (Associando Nacional dos Produtores de Armas) soou mais alto. The Donald fez um ato de contrição. E esqueceu suas promessas, preferindo voltar-se para outras questões.

Afinal, vem dessas beneméritas empresas de armas os mais consideráveis financiamentos para as campanhas eleitorais do presidente.

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