Colômbia: guerrilha negocia fim.

As FARCs, a maior guerrilha das Américas, vai encerrar suas atividades.

As negociações entre seus dirigentes e representantes do governo de Bogotá, que se realizam em Cuba, vão indo muito bem.

Acredita-se que estarão concluídas já em novembro deste ano.

Declarou Ivan Marques, negociador-chefe dos guerrilheiros: “As guerras não são eternas. Estamos certos de que o conflito armado colombiano, que dura cinco décadas, está perto do fim.”

A respeito das negociações, Humberto de la Calle, representante do governo, disse que seu objetivo era convencer os rebeldes a desistirem da luta armada e ingressarem no processo político legal.

Busca-se acordos quanto a cinco itens. O primeiro, reforma agrária já foi acertado.

O governo promete terra para os camponeses, com financiamento e assistência técnica.

Segundo dados oficiais, em consequência da guerra, apenas 22% das terras aráveis estão sendo cultivadas.

No momento, 52% estão em mãos de apenas 1% da população.

6 milhões e quinhentos mil hectares foram tomados à força, abandonados ou mudaram de mãos por outros meios ilegais, entre 1985 e 2008.

Paramilitares, pistoleiros de latifundiários e as próprias FARCs foram os agentes dessas desapropriações violentas.

Esta é a quarta tentativa de negociar a paz com a guerrilha, promovida pelo governo.

A estratégia do presidente Santos é convencer os guerrilheiros a entregarem suas armas e formarem partidos políticos para disputar as eleições.

Além das FARCs, a ELN, segunda maior guerrilha da Colômbia, com 1.500 membros, demonstrou interesse em negociar com o governo.

30 dos seus combatentes acabam de renunciar à luta armada, num encontro realizado com o próprio Santos.

Eufórico, ele declarou ser “um grande passo em direção à paz”.

A ELN pediu para participar das negociações do governo com as FARCs, em Cuba.

Santos concordou, mas pediu que, antes, os integrantes do movimento depusessem as armas.

Tudo indica que se fecha a página da história de um conflito que fez 600 mil vítimas, além de desalojar cerca de 3 milhões de pessoas.

 

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