Bombas fragmentárias na Ucrânia.

A Human Rights Watch (HRW) acaba de rejeitar investigação de autoridades ucranianas sobre uso de bombas de fragmentação contra civis rebeldes, feita a seu pedido.

Com orientação do procurador-geral ucraniano, só foi investigado a existência de bombas nos depósitos de armas, em vez de analisar evidências físicas.

Nesses locais, áreas residenciais no leste ucraniano, uma investigação da própria HRW já havia encontrado indícios de bombas fragmentárias lançadas pelas forças pró-governo de Kiev.

As bomba fragmentárias atingem indiscriminadamente pessoas, espalhando-se por grandes distâncias.

Por isso, seu uso em áreas residenciais pode ser considerado crime de guerra, de acordo com as leis de guerra.

A Human Rights Watch sugeriu que o governo de Kiev banisse seu uso e pedisse ao Tribunal Criminal Internacional (ICC) que investigasse, no leste do país, o uso eventual das bombas proibidas.

Não seria a primeira vez que o ICC atua na Ucrânia.

Meses atrás, atendendo às autoridades locais, o ICC iniciou investigações das mortes de manifestantes contrários ao ex-presidente deposto, nos conflitos da Praça Maidan.

Mas só lhe foi dado um acesso demasiadamente restrito.

Diante dessa manipulação, a análise do ICC ficaria comprometida, já que ele não poderia examinar a questão dentro do seu contexto.

E a organização internacional teve de pedir o boné.

O Human Rights Work espera que, o governo de Kiev concorde em chamar o ICC e, desta vez, o deixe trabalhar do jeito certo.

 

 

 

 

 

 

 

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