Bibi quer ver o circo pegar fogo.

Depois de uma série de reuniões inúteis, o Irã e os P5+1 (5 países do Conselho de Segurança da ONU, mais a Alemanha) parece que começam a se entender.

Eles passaram dois dias discutindo no Casaquistão, mas saíram trocando sorrisos e frases otimistas.

Muito diferente dos eventos anteriores, quando olhares duros e palavras sarcásticas denunciavam a total distonia na busca de um acordo na questão do programa nuclear iraniano.

“Eles chegaram mais perto das propostas apresentadas pelo Irã em Moscou”, disse, eufórico, Jalili, o chefe dos negociadores iranianos.

Por sua vez, lady Carolyn Ashton, que lidera os 5+1, afirmou que seu grupo apresentou ao lado iraniano uma proposta “revisada e construtiva”, que incluía as propostas do Irã e também refletia as preocupações da comunidade internacional.

A nova ideia que surgiu na reunião consiste na suspensão gradativa do enriquecimento de urânio a 20% na unidade de Fordo, ao mesmo tempo que o Ocidente vai cancelando suas sanções.

O Irã poderia manter um estoque desse tipo de urânio para atender às suas necessidades médicas.

Em princípio, OK para todos.

Marcou-se uma reunião em março para os detalhes serem discutidos pelos técnicos das duas partes.

Em abril, os representantes dos países voltariam ao Casaquistão para dar continuidade às negociações.

E todo mundo ficou feliz.

Menos Bibi Netanyahu.

Enfurecido, ele rugiu contra a possibilidade de acordo.

Não adianta, clamou, não se pode confiar nos iranianos, eles desrespeitaram todos os padrões internacionais de conduta.

Jamais farão qualquer concessão.

Só entendem a linguagem da força.

Os 5+1 devem ameaçar atacar o Irã para conseguir que eles abandonem seu programa nuclear.

Entende-se a reação do premier israelense.

Um acordo de paz deixará incólume seu mais poderoso inimigo.

O que seria inaceitável para a doutrina de segurança de Israel.

Além disso, tirando o problema nuclear iraniano da frente, a comunidade internacional poderá voltar os olhos para a Palestina.

Aí vai ser difícil continuar negando autodeterminação ao povo de lá.

 

 

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