Até quando a guerra da Síria vai favorecer o ISIS?

Nas últimas negociações de Viena e depois do atentado de Paris, a permanência de Assad no governo da Síria, ainda que transitória, começou a parecer possível.

Aterradas com o ISIS e o êxodo de refugiados, as nações européias já aceitavam discutir essa idéia, que a Rússia via como essencial para a paz na Síria.

Mais do que atrair o máximo de força contra um inimigo mil vezes pior (o ISIS), era importante a entrada da Rússia na coalizão por sua proximidade com os territórios controlados pelos fanáticos, trazer o Irã consigo e até usar tropas terrestres, o que Putin chegara a alardear em off.

Mas, os EUA não aceitavam perder a chance de privar a Rússia de sua a parceira com Assad na Síria, seu maior aliado na região.

Oonham-se à entrada de Moscou na coalizão anti-ISIS a não ser que a aviação russa parasse de apoiar os avanços das tropas de Assad.

 

O que deixaria seu aliado em má situação.

Para a Arábia Saudita, os emirados e os turcos, co-patrocinadores dos rebeldes, o regime-Assad tinha de ser destruído por ser xiita, rival  da seita sunita dos outros, e una ponta de lança do expansionismo do também xiita Irã.

O “não”imperial dos EUA ainda pesa mais do que os temores europeus e orientais, mas há perspectivas de mudança.

Tanto Hollande, da França, quanto Cameron, do Reino Unido, fecharam acordos bilaterais com a Rússia para atacarem o ISIS de forma coordenada, à revelia da coalizão dominada pelos EUA.

Mau para Washington que vê essas preciosas ovelhas se afastarem ou pelo menos se dividirem com o rebanho russo, num momento em que Turquia, Arábia Saudita e Qatar parecem mais interessados na guerra contra Assad do que na destruição dos fanáticos do ISIS.

Os turcos desapontam mais por bombardearem preferencialmente seus inimigos curdos, justamente os mais eficientes inimigos do ISIS, conforme os próprios generais americanos

 

Mas Obama continua ganhando: os dois euro-estadistas fizeram questão de repisar que continuam seguindo a Caca Branca: com Assad, não tem acordo de paz.

A minha dúvida é se essa posição prevalecerá caso o ISIS lance novos atentados do porte do massacre de Paris?

É certo que os líderes da Europa tem seus interesses, acordos e mesmo dificuldades até psicológicas para contrariar Obama em questões capitais.

Mas governam países com opiniões públicas atuantes e conscientes.

Não ceio que elas aceitem que seus  governos não façam o máximo para liquidar uma organização capaz de fazer ataques em massa, em qualquer parte, em qualquer momento.

Isso inclui forçosamente a paz na Síria, com ambas as partes cedendo um pouco, e a formação de um comando unificado anti-ISIS com a participação da Rússia.

E, é cl

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