As sanções contra o Irã começam a ficar sérias.

As sanções contra o Irã começam a ficar sérias.

Principalmente desde o ano passado, as sanções internacionais vinham pesando no Irã.

Inflação alta, desabastecimento, desvalorização do rial (moeda iraniana) e carestia já eram problemas sentidos pelo povo.

Tanto é que Ahmadinejad resolveu dar um auxílio monetário a todas as famílias mais atingidas por uma crise que se esboçava.

E não ficou nisso não. Proibiu a importação de 600 itens. E Kamenei, o Supremo Líder do Irã, apelou para que o povo comprasse somente produtos locais.

Com o bloqueio americano e europeu dos países que comprassem do Irã e a expulsão do seu Banco Central da rede global de comunicações financeiras as coisas ficaram pretas.

A China e a Índia, principais compradores de petróleo não deram bola para a pressão americana. Os EUA não pode abrir mão do comércio com eles.

Para não ficar feio, Obama está elaborando algumas desculpas para justificar a desobediência sino-indiana.

A Turquia também não aderiu ao boicote.

Mas o Japão, grande consumidor, reduziu suas compras.

A Itália diz que vai continuar cliente do Irã, mas ninguém acredita muito nisso, não.

11 nações já aceitaram o diktat americano-europeu. E mais 12 estão ameaçadas de sofrerem castigos, se continuarem desobedientes. Uma delas, a União Sul-Africana, cliente antigo do petróleo iraniano, parece estar dando sinais de arreglo.

Na Grécia, cujo petróleo vem quase todo do Irã, a principal refinadora, a Hellenic Petroleum, já suspendeu suas compras.

Até junho, prazo dado por Obama para as novas sanções não deixarem pedra sobre pedra, talvez a metade do petróleo iraniano sairá do mercado.

Não haverá problema: a Arábia Saudita está pronta para suprir sua falta.

Provavelmente o preço do petróleo bruto irá subir muito. Deixará a Grécia, a Espanha, a Irlanda, a Itália e Portugal uivando de dor.

Mas, como diria Bibi, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Tudo isso poderia ser evitado se o Irã cultivasse sua amizade com a Arábia Saudita, diz o aiatolá Rafsanjani, presidente do Comitê dos Experts, que assessora o Supremo Líder Kamenei.

Sem o seu mar de petróleo, Obama ficaria de mãos vazias para implementar suas recentes sanções.

Rafsanjani é um líder pragmático, ele acha até que o Irã deveria reatar relações diplomáticas e comerciais com os EUA.

Só de ouvir isso, Kamenei arma um barraco. Para ele, qualquer ato conciliatório é sinal de fraqueza.

Rafsanjani contesta: “Negociação não quer dizer submissão. Nós negociamos e, se eles aceitam nossa posição ou nós aceitarmos as deles, então, negócio fechado.”

É simples assim.

 

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