Apesar de Netanyahu negar, a expansão de assentamentos continua.

Os europeus condenam os assentamentos como ilegais e os EUA dizem que dificultam a solução dos “ 2 estados independentes da Palestina”. Isso com tanta  insistência que Netanyahu  decidiu cair na real.

Para provar seu desejo de paz,  declarou que iria reduzir o número de construções nos assentamentos.

Mas, como é comum, seus atos diferem das suas palavras.

E Bibi está fazendo exatamente o contrário do que prometeu.

No mês passado, a Rádio oficial das forças armadas israelenses anunciou o confisco  de uma vasta área de propriedade palestina, segundo a ONG israelense Peace Now, o maior confisco em muitos anos.

As terras, próximas à cidade palestina de Jericó destinam-se a  assentamentos judaicos evitando-se o potencial formação de  territórios palestinos contíguos, no  futuro.

Garantindo assim mais bantustões.

Mas o primeiro-ministro não parou por aí.

Mais recentemente, o Peace Now denunciou a existência de projetos do governo  que iriam triplicar o número de moradias construídas em 2015.

Tomando por base as construções nos três primeiros meses do ano, Israel já executou 194 projetos em 2015, contra 674 em 2016.

Indignados protestos na Europa e até nos EUA, cujo Departamento de Estado declarou que as ações israelenses estavam “fundamentalmente sabotando as  chances da solução dos dois estados”e “levantando sérias dúvidas sobre as reais intenções a longo prazo de Israel em relação aos territórios ocupados.”

Dúvidas que só existem nos EUA, pois o governo de Telaviv e seus mais

destacados membros já garantiram apoio total aos assentamentos.

Para manter as aparências, Netanyahu imediatamente negou as denúncias,  estaria apenas tocando reformas em construções já existentes.

Infelizmente para ele, o jornal israelense Haaretz publicou em 14 de abril

uma série de fotos aéreas provando que o Peace Now estava certo.

E Hagi Ofran, líder deste movimento, foi enfático ao afirmar que Netanyahu procurava enganar o público,  negando sua verdadeira política e ”dando a Israel e seu governo uma má reputação, detonando assim sua  credibilidade.”

 

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