Anedota síria: armas pela paz.

Era uma vez 3 ministros: o inglês Hague, o francês Fabius e o russo Rybakov.

Hague e Fabius asegfuraram que foi em favor da paz que forçaram a Europa a levantar o embargo de armas para os rebeldes sírios.

Sim, explicaram, sabendo que nós vamos encher os rebeldes de armas, o presidente Assad, assustado, aceitará negociar um acordo com eles.

Por sua vez, Rybakov garantiu: diante do sistema anti- mísseis S-300 (considerado o melhor do mundo) que nós vamos fornecer a Assad, os aviões europeus não conseguirão fazer a farra que fizeram na Líbia. Eles e seu mísseis seriam derrubados pelo S-300 quando ainda estivessem há 200 km de Damasco.

Sim, explicou o ministro russo, sabendo que Assad tem máquina tão poderosa, os europeus desistirão de bombardear Damasco e os rebeldes, sem tal reforço, acabarão desistindo da luta e aceitando sentar-se à mesa de negociações com o pessoal de Assad.

Qual é a graça dessa anedota?

Na verdade, não tem graça 3 respeitáveis ministros mentirem em público,sem qualquer sombra de vergonha.

Hague e Fabius sabem que Assad já concordou com as reuniões de paz. Quem ainda resiste são os rebeldes, que, uma vez equipados com armas europeias e apoiados pelos aviões super- sônicos de Londres e Paris, vão gargalhar quando falarem para eles em negociações com o inimigo.

Já Rybakof sabe que Assad, que vem levando vantagem na guerra, quando tiver montado o S-300, se sentirá protegido de ameaças aéreas da Europa, Israel e, possivelmente, dos EUA.  Talvez aí não tope mais soluções pacíficas. Ou até tope, mas seus representantes fariam exigências difíceis de engolir.

As armas prometidas ainda não saíram dos países dos 3 ministros.

Que a deixem por lá, pelo menos algumas semanas, dando tempo para que a reunião entre Assad e rebeldes possa se realizar.

Repetindo o apelo famoso de John Lemon: “Give peace a chance” (Dêem uma chance para a paz).

 

 

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