Afeganistão. Deserções em massa.

As deserções causam muito mais baixas no exército afegão do que os talibãs.

Todos os anos, por volta de 50 mil soldados, cerca de 26% do total, estão dando adeus às armas.

Mais de 8% dos policiais fazem o mesmo.

É um problemão para os EUA e a OTAN pois , em 2014, quando se retirarem, precisarão deixar um exército bem treinado o que ficará complicado com tanta  rotatividade.

A maioria não está virando talibã. No entanto, diz o general Bachinchove, o número 3 no comando da força que treina os soldados afegãos: “Por enquanto, não vemos esses rapazes que deixam o exército juntarem-se aos insurgente. Isso acontece e pode continuar acontecendo, mas ,no total, é em quantidade marginal. Por outro lado, esta hemorragia é um risco mortal  para o país e para uma instituição que enfrentará consideráveis dificuldades financeiras.”

Referia-se aos 4,1 bilhões de dólares que o exército afegão recebe anualmente da comunidade internacional, fonte que secará depois de 2014.

O  “pato manco” Leon Panetta (de saída do governo) e os chefes militares mentem quando fazem comunicados triunfantes sobre a situação no Afeganistão.

Esse número recorde de soldados que caem fora mostra que seu programa de treinamento, fundamental para a segurança do país pós-retirada ocidental, vai muito mal.

E sem contar com um exército poderoso e confiável, para se defender por si, o que acontecerá com o Afeganistão?

Para os otimistas, uma guerra civil será inevitável.

Já os pessimistas garantem que o governo entrará em colapso, prelúdio do caos.

Façam suas apostas.

 

 

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