Afeganistão, até quando?

Inicialmente, Barack Obama anunciou que os exércitos americanos sairiam do Afeganistão em 2014, deixando a segurança nas mãos de tropas do país, que estavam sendo treinadas por americanos.

Com o tempo, soube-se que não era bem assim.

O grosso do exército sairia, mas ficariam militares para treinamento e assessoria das forças afegãs até 2024.

Para legalizar essa nova situação, americanos e afegãos estavam imersos em profundas discussões. Que duraram 1 ano.

Agora, o Pentágono revelou que, por fim, havia se chegado a um acordo final.

O exército americano partiria no prazo prometido, mas deixaria uma força, relativamente pequena, que seria um meio termo entre um grupo de treinadores e assessores e , digamos, um certo número de combatentes. Além de milhares de mercenários e seguranças, contratados para exercer uma série de funções, inclusive algumas que cabiam antes ao exército.

Essa força “intermediária” operaria aviões sem piloto – os drones, bem amados pelo Pentágono – e agiria em raids noturnos – odiados pelo povo afegão- porém, em conjunto com militares afegãos, mediante autorização das autoridades de Kabul. A manutenção dos prisioneiros feitos nos raids seria submetida à supervisão de juízes locais.

Parece , digamos, interessante, embora ouvidos a respeito dessa cláusula, diversos oficiais americanos de alta patente declararam que, “evidentemente” o governo paquistanês jamais negaria uma autorização uma vez que, se o exército dos EUAS achava necessário, era porque o raid tinha de ser feito.

O Presidente Karsai havia insistido em que os EUA deveriam entrar com 2 bilhões de dólares anuais para pagar as despesas do exército afegão.

Isto não consta do acordo.

Na difícil situação financeira dos EUA, Obama não está disposto a pagar toda essa grana para uma guerra cada vez mais impopular no país.

Depois das eleições, quem sabe.

Como também ninguém sabe se em 2024 os EUA vão sair mesmo do Afeganistão. Vai depender, é claro, dos compromissos do Presidente de plantão com o Pentágono, o lobby da indústria de armamentos e sua próxima campanha eleitoral.

 

 

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