A Arábia Saudita reprime direitos humanos.

O governo da Arábia Saudita é uma das nações que defendem com mais ardor sanções contra a Síria por violar direitos humanos.

Deve ter esquecido que ele fez algo assim quando mandou tropas atirarem no povo do Bahrein.

Internamente, os sauditas não são nada gentis com as mulheres.

Quarta-feira passada, moças estudantes da Universidade do Rei Khalid, em Abha, sudoeste do país, fizeram uma manifestação de protesto contra a discriminação e os maus tratos sofridos por parte dos seguranças da universidade.

Reclamaram também da falta de equipamentos, alguns deles básicos, pois chegam a não ter cadeiras suficientes nas classes.

Como resposta, as forças de segurança atacaram as moças, dissolvendo a manifestação com violência.

Também nas províncias do leste, realizaram-se protestos contra o governo, em fevereiro. Embora dissolvidos pela polícia com a habitual brutalidade, as manifestações estão se espalhando por todo o reino, pedindo reformas, liberdade de expressão e a libertação dos prisioneiros políticos.

Diversos ativistas foram mortos durante as manifestações e dezenas, presos. Alguns comprovadamente torturados. O mais conhecido deles é Mohamed Albajady, em greve de fome para protestar contra sua prisão, que já demora 1 ano, sem que ele seja julgado. Mohamed se recusa a comer há 17 dias.

Em 9 de março, a Anistia Internacional denunciou a existência de outros 5 indivíduos presos há 1 ano, sem julgamento. Seu crime: “planejar” a participação numa manifestação de protesto.

Não se pode negar a criatividade dos esbirros sauditas.

 

 

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