950 mortos nas prisões da Nigéria.

A Anistia Internacional percorreu as prisões nigerianas e descobriu que 950 presos morreram no espaço de 6 meses.

Alguns foram assassinados pelas forças de seguranças . Outros morreram de fome. E ainda outros, seriamente feridos pelas torturas sofridas, não resistiram por lhes ter sido negado cuidados médicos.

Todos eles eram suspeitos de pertencerem ao Boko Haram, movimento jihadista, que defende um islamismo medieval, baseado na interpretação mais atrasada e radical da sharia (leis islâmicas).

Eles rejeitam o chamado “ocidentalismo”, ou seja, tudo que se associa aos povos europeus, que colonizaram o país até sua independência. E não deixaram saudades.

Fundado há 4 anos, o Boko Haram domina vastas regiões do nordeste da Nigéria. Pretende derrubar o governo legal pela força.

Seus métodos são extremamente violentos. Matam autoridades públicas, cristãos e mesmo muçulmanos contrários a eles, bombardeando quartéis da polícia, escolas e igrejas. Costumam recrutar crianças para suas fileiras.

O governo nigeriano procura destruir o Boko Haram, através de ataques militares, que mobilizam armas pesadas e até aviões.

A presença do exército em toda a região nordeste é constante, combates se sucedem, atormentando o povo.

Mas o Boko Haram continua firme, com uma guerra de guerrilhas bem adaptada às florestas da Nigéria.

Residentes da região e diversas ONGs de direitos humanos denunciaram várias vezes a prática de execuções sumárias de suspeitos pelo exército.

O que foi confirmado pelo próprio ouvidor de direitos humanos do governo central.

Nesta guerra cruel, que já fez mais de 10 mil vítimas, as duas partes se comportam de maneira brutal.

A derrota do Boko Haram parece difícil.

Como também o respeito aos direitos humanos pelas forças legais.

 

 

 

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