40% dos soldados afegãos são fantasmas.

Segundo os observadores, cerca de 40% dos soldados afegãos só existem no papel.

Isso acontece mesmo em fortalezas estratégicas e cidades importantes.

Há anos, chefes militares simplesmente falsificam as folhas de pagamento dos seus soldados, incluindo nomes imaginários.

E guardam para si os salários destes fantasmas.

Esse problema existe também em forças policiais do interior.

Descobriu-se recentemente que na província de Helmand, atualmente sob forte ataque dos talibãs, os efetivos das forças de segurança foram dramaticamente inflacionados, num momento em que mais se precisava delas.

O governo afegão não tem procurado resolver esta situação com muito empenho já que a OTAN paga praticamente todas as contas das forças de segurança.

De outro lado, recrutar soldados de carne e osso é tarefa muito difícil. Os afegãos não se sentem particularmente entusiasmados em lutarem contra os talibãs pois seu exército é mal armado e mal treinado. Muitos vêm o alistamento militar como uma missão suicida.

Há mesmo não poucos casos em que os soldados não recebem seu soldo regularmente.

A corrupção nas esferas governamentais é tão grande que por vezes os cheques de salários desaparecem misteriosamente no caminho entre as fontes pagadoras e as tropas a que se destinam.

Acontece a mesma coisa com munições e alimentos, deixando os soldados em situação desesperadora.

Esse quadro desanimador se completa com o alto índice de deserções que continuam acontecendo no país.

Em 2015, o exercito afegão foi obrigado a substituir um terço dos seus 170 mil soldados devido a deserções, baixas e mínimo índice de re-alistamento, de acordo com dados do exército dos EUA.

 

 

 

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