Tropas americanas voltam a lutar no Iraque.

Obama prometeu na campanha. Obama prometeu depois de eleito.

Jamais mandaria tropas terrestres americanas lutar no Iraque.

Mas, veio o Estado Islâmico com seus combativos fanáticos  derrotando o exército iraquiano, tomando províncias do país e da Síria, degolando civis americanos – com imagens expostas via you tube.

O povo americano foi tomado de indignação, enquanto importantes generais clamavam que bombardeios não resolveriam, era preciso enviar tropas dos EUA para destruir esses bárbaros.

Entre as pressões dos generais e da opinião pública e a glória de encerrar o mau hábito americano de mandar soldados lutarem e morrerem no exterior, Obama procurou ficar com os dois.

Aceitou enviar tropas de 3.500 militares para assessorem e treinarem os ineptos iraquianos. Mas jurou que suas reiteradas promessas continuavam de pé: nenhum soldado pegaria em armas em terras do Iraque.

Agora, recentes testemunhos asseguram que já pegaram, atiraram e provavelmente mataram –  felizmente, sem que nenhum dos ” our boys” morresse. Ao que se saiba.

A Polícia iraquiana confirmou que 350 soldados americanos da base aérea de Al-Assad, participaram de um combate, junto com o exército iraquiano, para repelir um ataque do Estado Islâmico contra a cidade de Baghdadi, na província de Anbar.

E mais: conforme o site curdo Shafak News (16 de dezembro), sobrinhos de Tio Sam integraram uma força formada por guerreiros tribais numa verdadeira batalha contra o Estado Islâmico. Um comandante de campo do exército do Iraque na província de Anbar informou: ”Forças dos EUA equipadas com armas leves e médias, apoiadas por caças  F-18 infringiram perdas contra os militantes do Estado Islâmico.”

O coronel Salam Nazim explicou que as tropas americanas e iraquianas lutaram durante mais de duas horas, expulsando os inimigos da área de al-Dolab com muitos feridos. Enquanto isso, jatos F-18 dispararam vários tiros contra uma concentração de milicianos silenciando sua artilharia.

O Pentágono nega tudo isso. Mas sua credibilidade é um tanto discutível.

Não podendo negar o que seus jornais noticiaram, o comando iraquiano justificou a participação americana como sendo apenas de “auto-defesa”.

O que não faz muito sentido.

Fatalmente, boa parte das ações militares dessa campanha serão de defesa contra ataques do Estado islâmico. Se, por isso, os americanos podem mandar brasa sem tornar a palavra de Obama letra morta, nada impede, como alguns generais já estão pedindo, que novas tropas terrestres sejam enviadas.

Lembro que foi numa escalada muito parecida que os EUA acabaram entrando de sola na Guerra do Vietnã.

Onde perderam 55 mil homens.  Fora os veteranos inválidos, desajustados e suicidas.

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