Terrorista não entra.

Depois de alguns anos de discussões, as partes envolvidas na guerra síria parecem aproximar-se da paz.

Aceitaram reunir-se em 25de janeiro para formar um governo de transição, o qual, depois de 18 meses, promoveria eleições livres.

Há um grande obstáculo: os rebeldes e seus patronos do Ocidente, Arábia Saudita e Turquia exigem Assad fora do poder, enquanto o presidente sírio e seus patronos (Rússia e Irã) querem que, ao menos, ele possa participar do governo de transição.

Não é só isso que está atrapalhando.

Por razões óbvias, os grupos terroristas já estão em tese barrados do baile.

Mas: quais são eles?

Evidentemente AL Qaeda, sua filial, o Nussra, e o ISIS não serão convidados.

O problema é que grande parte das forças rebeldes é formada por milicianos jihadistas, como aquele oficial que apareceu num vídeo comendo o coração de um soldado de Assad.

Se muitos são claramente identificados com atentados a bomba, atentados suicidas, execuções sem julgamento e outras práticas terroristas, diversos outros estão no limite.

Embora eles sejam salafitas, a mais fundamentalista seita islâmica, o pessoal anti-Assad resiste em admitir como terroristas a maioria desses grupos.

Hesitam em perder seus mais belicosos e eficientes guerreiros.

Por sua vez, os defensores do governo negam de pés juntos que milicianos da sua facção promovam torturas.

Abstraindo-se essas questões de interesse prático, é preciso considerar que o conceito de terrorismo é diferente entre varias das nações.

Tudo isso faz com que se avance muito devagar na definição de quem pode ou não participar da conferência de 25 de janeiro, pondo até em risco sua realização nesta data.

Essa demora em definir os grupos terroristas é mal vista pela Rússia.

Ela gostaria que se chegasse logo a uma conclusão para poder bombardear os declarados “bad guys” à vontade sem ser acusado de estar atacando moderados do exército dos rebeldes.

Por ouro lado,os EUA e aliados gostariam que demorasse, o que lhes permitiria continuar apregoando que Putin ataca adversários de Assad em vez do ISIS.

Talvez quem esteja mais interessado nisso seria a Arábia Saudita que há já muitos anos vem provendo de armas e munições grupos jihadistas barra pesada empenhados na derrota do regime Assad.

1 pensou em “Terrorista não entra.

  1. oposiçao a Assad ou nao sao todos terroristas e devem ser eliminados, Esse papo de oposiçao é golpe dos EUA e EUROPA para prejudicar a RUSSIA, so que ela nao vai cair nessa conversa

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