Senado americano faz lei contra torturas.

No começo do seu primeiro mandato, o presidente Obama assinou uma ordem executiva proibindo o uso de torturas por qualquer das agências do governo.

Na verdade, essa prática já era vedada pela Constituição, mas os juristas do governo George W.Bush vieram com interpretações que davam carta branca aos torturadores.

Bush chegou a autorizar a aplicação de water-boarding nos suspeitos, um método de investigação que reproduz fielmente as sensações de afogamento.

Com Obama na presidência não está havendo torturas, mas sua ordem executiva pode ser revogada por um dos próximos sucessores.

Se for um dos presidenciáveis republicanos as apostas são de que ele não vacilaria em dar esse mau passo.

O favorito nas prévias republicanas, Jeb Bush, declarou que achava os chamados “métodos coercitivos de interrogatórios” seriam apropriados nos tempos do seu irmão George W.

No entanto, concluiu: “acho que agora não precisamos deles.”

Amanhã, quem sabe?

Pra evitar que um dos próximos presidentes reabrisse as portas para as torturas, os  senadores Dianne Feinstein (democrata) e John McCain (republicano) apresentaram uma emenda à lei de recursos militares proibindo formalmente o uso de waterboarding, privação de sono e qualquer outra forma de interrogatórios com uso ou ameaça de força, conforme disciplina um rígido manual das forças armadas.

A emenda obriga ainda as agências do governo a permitirem que a Cruz Vermelha tenha acesso a qualquer prisioneiro, não importa quão secreta seja sua detenção.

A emenda Fenstein-McCain foi aprovada no Senado por 78 contra 21 votos, inclusive do líder da maioria republicana, Mitch McConnel.

Ele e os outros senadores republicanos que também fecharam com a tortura não atenderam ao apelo do também republicano senador John McCain para não seguirem “o caminho sombrio do sacrifício dos nossos valores pela nossas necessidades de segurança a curto prazo.”

A verdade é que esse caminho vem sendo trilhado sistematicamente pelos legislativos dos EUA desde o atentado de 11 de setembro.

 

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *