Reprovados no primeiro teste.

Com a saída do grosso das tropas americanas, o governo afegão vai depender dos seus próprios soldados.

No mês passado, os chefes militares do país anunciaram que seus homens iriam encarar o primeiro teste de sua eficiência.

Assim foi.

E eles tiraram  zero.

As milícias talibãs haviam atacado e ocupado Sangin , distrito-chave na província de Helmand.

Lançadas contra seus inimigos, tropas afegãs, sem apoio de militares estrangeiros, foram derrotadas.

Os talibãs continuam dominando Sangin, que tem grande importância estratégica por se localizar na via de passagem do transporte de ópio.

Como se sabe, depois de proibirem no seu governo a plantação de papoulas, os talibãs agora exploram o comércio de ópio.

Outro sinal preocupante vem das recentes estatísticas de civis mortos e feridos nos combates em terra, publicadas pela ONU.

Somente nos últimos 6 meses, houve 1.901 vítimas, 89% mais do que em 2013.

1.071 crianças foram mortas ou feridas, superando em 34% as baixas de 2013.

Agora que a guerra declina e se esperava que os civis sofressem menos, está acontecendo exatamente o contrário.

A ONU revela ainda que as baixas civis causadas por combates envolvendo tropas afegãs cresceram 99% em relação a 2013.

Teme-se que esse fato poderá ser usado pelos talibãs para colocarem a população contra o governo.

 

 

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