Rebeldes sírios também torturam.

A grande mídia está sempre pronta a publicar denúncias de torturas praticadas pelo exército do presidente Assad ou milícias que o apoiam.

A Anistia Internacional acaba de revelar (Sky News, Austrália) que as forças rebeldes sírias também fazem essas barbaridades.

Diz relatório da Anistia que, no Norte e no Noroeste da Síria, grupos rebeldes apoiados pelos EUA, Arábia Saudita, Qatar e Turquia são responsáveis por sequestros, torturas e execuções sumárias.

Foram documentados 24 casos de sequestro por grupos armados nas províncias de Alepo e Idlib, entre 2012 e 2016.

Contam-se entre as vítimas ativistas, pacifistas, crianças e minorias religiosas, perseguidas apenas por não serem muçulmanos sunitas, como os milicianos rebeldes.

Os autores dessas violências pertencem às milícias Nour al-Din, Movimento Zanki, al-Nussra (filial da al Qaeda), Frente Levante, 16ª Divisão e Ahrar al-Sham.

Segundo relatório do Instituto para o Estudo da Guerra (de Nova Iorque), publicado em fevereiro, o Nou, o Zanki e o Nussra recebem ou receberam armamentos dos EUA.

A Aliança Internacional comunica ainda que membros da minoria curda em Sheikh Maqsoud, distrito de Alepo controlado por forças curdas, e padres cristãos foram sequestrados por grupos rebeldes que os levaram para áreas dominadas por eles.

Ali todos foram julgados de acordo com a sharia, lei islâmica criada na Idade Média, sendo em seguida executados sumariamente.

Entre os mortos havia muitos civis, inclusive um jovem de 17 anos, condenado por homossexualismo e uma mulher, por adultério.

Depois de uma série de experiências negativas, os EUA passaram a selecionar os grupos rebeldes a quem vão fornecer armas e financiamentos, usando processos altamente rigorosos (segundo garantem).

No entanto, vários dos grupos qualificados como moderados, acabaram aderindo à al Qaeda ou ao ISIS.

O relatório da Anistia Internacional sugere que mesmo muitos daqueles que, depois de aprovados nos testes, continuam sob o guarda-chuva de Tio Sam, revelam-se autênticos criminosos de guerra.

Nesta guerra, good guys são poucos.

Apesar da grande mídia, bad guys continuam bombando em ambos os lados.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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