Pesquisa francesa condena transgênico da Monsanto.

Pesquisadores da Universidade de Caen, na França, descobriram que ratos alimentados com NK603 – um milho transgênico da Monsanto, morreram muito antes do que ratos alimentados normalmente.

50% dos machos e 70% das fêmeas alimentados com milho transgênico morreram prematuramente contra 30 e 20% do grupo de controle.

As mortes foram provocadas por tumores mamários ou severos danos nos rins e no fígado.

Publicado no jornal Food and Chemical Toxicology, esse estudo foi apresentado numa conferência em Londres.

Alguns cientistas criticaram os pesquisadores franceses, dizendo que os ratos usados, os Sprague-Dawley albinos,  eram propensos ao câncer.

Apesar das dúvidas levantadas, o estudo chamou atenção para as discussões sobre grãos geneticamente modificados e as atividades da Monsanto.

Michael Antoniou, biologista do King´s College, de Londres – que assessorou a pesquisa da Universidade de Caen- declarou: ‘Eu sinto que as conclusões dela são fortes o suficiente para retirar do mercado temporariamente esta variedade de milho transgênico até que sejam feitos repetidos estudos com um número maior de cobaias para se conseguir uma conclusão estatística mais abrangente.”

De qualquer maneira, os ministérios franceses da Agricultura, do Meio Ambiente  e da Saúde publicaram uma nota conjunta, apelando às autoridades da Europa para que “…tomassem todas as medidas necessárias para proteger a saúde humana e animal, as quais poderiam até mesmo suspender emergencialmente as importações do NK603 de milho para a União Européia.”

 

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