O Iraque começa a se libertar

Ainda no ano passado, Tony Snow, porta-voz do governo Bush, anunciou que o exército americano poderia permanecer no Iraque mais algumas décadas, talvez uns 50 anos. Certamente, ecoaram Robert Gates, secretário da Defesa, e diversos comandantes das forças armadas. Este prazo acaba de ser consideravelmente reduzido para no máximo três anos, provavelmente 16 meses ou até menos.

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Saudades de Musharraf

Alçado ao poder no Paquistão, em 1999, via golpe militar, o general Pervez Musharraf tornou-se um dos maiores aliados dos Estados Unidos no Oriente. No seu governo, uma democracia mais aparente do que real, apoiou incondicionalmente a luta anti-terrorista e anti-talebans, inclusive cedendo a importante base aérea de Quetta, segundo o New York Times, para ataques contra o Afganistão e talebans localizados no Paquistão.

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Iraque: a privatização da guerra

Em setembro do ano passado, em pleno centro de Bagdá, seguranças que protegiam um comboio americano atiraram no povo, matando 17 pessoas, inclusive crianças. Investigações realizadas pela polícia iraquiana, forças de ocupação e FBI, comprovadas por um vídeo, demonstraram que não havia nada que justificasse os disparos.

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