Os números devastadores das guerras americanas.

As perdas humanas das guerras dos EUA são muito mais graves do que você imagina.

Relatório de investigação das ONGS americanas “Médicos pela Prevenção da Guerra Nuclear (prêmio Nobel)”, “Médicos por Responsabilidade Social” e “Médicos pela Sobrevivência Global” sobre as vítimas nas guerras do Iraque, Afeganistão e Paquistão revela números cerca de dez vezes superiores aos dos publicados na mídia.

Essas guerras foram responsáveis direta ou indiretamente por um total de 1.300.000 mortos, sendo 1 milhão no Iraque, 220 mil no Afeganistão e 80 mil no Paquistão.

A guerra do Iraque foi totalmente injusta, deflagrada sob falsos pretextos, engendrados pelas mais altas esferas do governo Bush para destruir um regime que começava a crescer demais e criar problemas aos interesses americanos na região.

É possível argumentar que a invasão do Afeganistão teve um bom motivo: a recusa dos talibãs em expulsar a Al Qaeda do país, que punha em risco a segurança dos EUA.

No entanto, depois de alguns anos de conflito, praticamente todo o pessoal de Bin Laden já havia se transferido para o Iêmen e o Paquistão. E o regime dos talibãs não oferecia qualquer ameaça aos EUA. Eles jamais enviaram milicianos para praticar atentados fora do seu país.

Mesmo assim o exército americano prosseguiu lutando numa guerra que matava grande quantidade de afegãos, a maioria gente que não tinha nada a ver com a questão.

Quanto aos números do Paquistão, eles se referem às vítimas dos implacáveis drones americanos e também aos milicianos, soldados e civis paquistaneses que caíram nos combates entre governo e movimentos jihadistas. Os EUA tem participado dessa luta, fornecendo armas e apoio estratégico ao exército de Islamabad. Além disso, convém lembrar que o terrorismo paquistanês é alimentado pela ação dos drones, que, matando indiscriminadamente tanto milicianos quanto pobres camponeses, levam grande número de jovens a se alistarem nas hostes radicais.

As ONGS não investigaram as baixas nas guerras da Síria e da Líbia, onde os EUA desempenham papel importante.

Nem tampouco as mortes entre os três milhões de refugiados iraquianos, que vivem em países vizinhos, em precárias condições, agravadas no último inverno, particularmente severo.

Comentando o assunto, declarou o dr.Robert Gould, presidente da área de São Francisco do grupo “Médicos por Responsabilidade Civil” : “Uma opção politicamente útil às elites políticas do EUA tem sido atribuir a violência contínua a conflitos internacionais de vários tipos, incluindo animosidades religiosas, como se o ressurgimento e a brutalidade de tais conflitos não estejam relacionados a décadas de intervenções militares do exterior. Assim, a sub-avaliação das perdas humanas causadas pelas contínuas intervenções do Ocidente, quer deliberada ou por auto-censura, tem sido fundamental para remover as ‘impressões digitais’ da responsabilidade.”

Certas personalidades americanas não se preocupam muito com o sacrifício em massa de cidadãos de outros países, causado pelas guerras contra o terror.

Como a ex-secretária do Exterior dos EUA (governo Clinton) Margareth Albright. Em maio de 2012, no programa de TV Sixty Seconds, solicitada a dizer o que achava do fato de terem morrido 500 mil crianças iraquianas por privações decorrentes das sanções impostas pelos EUA ao Iraque depois da primeira Guerra do Golfo, ela respondeu:

“Foi uma escolha difícil, mas nós pensamos que valeu à pena.”

 

 

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