O Wikileaks revela segredos inconvenientes de Hillary Clinton.

Donald Trump, agora, e Bernie Sanders, na pré-campanha democrata, acusaram Hillary de ser a candidata de Wall Street.

A candidata democrata nega, tanto é que promete realizar duras reformas no mundo financeiro para minar o poder político dos mega-bancos e evitar novas crises econômicas, como a mais recente, na qual eles tiveram o papel principal.

Há sinceridade nisso?

Recente material do WikkiLeaks levanta sérias dúvidas sobre essas ligações perigosas, além de apresentar curiosas posições de uma Hillary que se diz ambientalista e defensora dos pobres.

Numa conferência do banco Goldman Sachs, em Washington, em 29 de outubro de 2003, ela defendeu os 1%, atacados pelo movimento Ocupe Wall Street: “Existe um viés tão grande contra pessoas que tiveram vidas de sucesso e/ou sofridas. (Estas) Vocês sabem, o desinvestimento de recursos, o corte de todos os tipos de posições, as vendas de estoques.”

Num simpósio patrocinado pelo mesmo Goldman Sachs (por sinal, grande financiador da campanha da democrata), em 24 de outubro de 2014,  e em afirmações ao Deutsche Bank, em 7 de outubro deste ano, a sra.Clinton declarou que a reforma bancária deveria ser feita pelos próprios banqueiros.

Conclui-se que, eleita presidente, a sra.Clinton entregaria a reforma das operações dos bancos aos próprios bancos. Seriam as raposas escolhidas para reformarem a segurança dos galinheiros.

Ao Goldman Sachs, ela declarou: ”As pessoas que conhecem melhor a indústria (bancos) do que quaisquer outros, são as pessoas que trabalham na indústria.”

Ao Deutsche Bank, ela foi taxativas, quando afirmou que a reforma financeira” deveria partir da própria indústria (dos bancos).”

Esse mesmo Deutsche Bank foi elogiado pela sra.Clinton por seu trabalho em favor dos sem teto. O INTERCEP de 14 de outubro concorda que, embora o Deutsche Bank mereça esse reconhecimento pelo que fez no passado, ele se recusou a manter propriedades hipotecadas nas vizinhanças de Novas Iorque, o que custou a essas comunidades milhões em multas não pagas. O banco alemão também deverá encarar uma penalidade de bilhões de dólares do Departamento de Justiça por fraudar investidores com seguros hipotecários de baixa qualidade, provocando o colapso do mercado imobiliário.

Num discurso na tinePublic em 18 d junho de 2014. Hillary Clinton atacou grupos ambientalistas (para ela “falsos”), que seriam financiados pela Rússia, de serem responsáveis pela oposição a oleodutos e ao fracking de gás natural (processo altamente poluente). Justificou-se, dizendo que era uma grande defensora do meio ambiente, mas combatia esses grupos ambientalistas financiados pelos russos para combater seja oleodutos, seja o fracking.

Já num evento do Deutsche Bank, em 24 de abril de 2003, a ambientalista Clinton admitiu que em muitos pontos do mundo ela fizera promoção do uso o fracking, o que levaria muitas nações à auto- suficiência energética. Isso apesar do fracking ser reconhecidamente o mais poluidor dos processos de produção de petróleo

No caso dos EUA, diz madame Clinton, “penso que deveríamos agir com uma consciência inteligente e ambientalista perseguindo uma agenda alternativa de energia limpa, enquanto também promoveremos as vantagens (do fracking) que virão para nós, especialmente na produção, porque nós vamos produzir mais petróleo e mais gas.”

Referindo-se à revelação das conversas secretas da candidata democrata com o mundo financeiro, Bernie Sanders não deixou de se manifestar: “o que Hillary Clinton possa ou não ter dito atrás das portas fechadas de Wall Street, eu estou determinado a implementar a agenda da plataforma do Partido Democrata, com a qual a campanha dela concordou, e que propõe a divisão das maiores instituições financeiras do país e, o reestabelecendo do Glass-Steagal Act.

O Ato Glass-Steagal é uma das disposições da Lei dos Bancos, promulgada em 1933 pelo presidente Roosefvelt, que limitava os títulos emitidos pelos bancos comerciais e as atividades e afiliações dos bancos comerciais e as financeiras.

O Ato Glass-Seagal impôs a total desvinculação entre o banco comercial e o banco de investimento. O banco comercial era submetido a regras específicas para proteger os recursos aplicados pelos poupadores.

Em 1999, o então presidente Clinton, revogou o Glass-Steagal, deixando os clientes à mercê das granes corporações bancárias.

Muitos economistas vêm nessa desregulamentação uma das causas da grande crise financeira de 2008.

Agora, a esposa do sr.Clinton, enquanto prega publicamente uma reforma financeira severa, na intimidade dos líderes dos grandes nomes de Wall Street, prometeu confiar a eles a  elaboração dessa reforma.

Bem, dizem seus partidários, isso foi há 2, 3 anos – ela mudou.

Acredite se quiser.

 

 

 

 

 

 

 

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