O Paquistão não cede a pressão americana.

O Paquistão está sendo pressionado pelos EUA para desistir da construção de um gasoduto que traria gás natural do Irã para a cidade paquistanesa de Muyltan. Havendo possibilidades de se estender até a China e a Índia.

Em conferência com a imprensa, Hina Khar, Ministro das Relações Exteriores, declarou que as pressões existem mas seu país resistirá a elas. E foi mais adiante: afirmou que é do interesse paquistanês ampliar as relações com o Irã no terreno energético.

Tudo isso vai contra a política americana que é minar a indústria energética do Irã, minimizando ou mesmo liquidando seu mercado.

Hillary Clinton não gostou nada. Declarou que esse negócio do Paquistão viola a lei de sanções contra o Irã. E acrescentou ameaçadoramente:” Todos sabemos quais são as consequências da lei.” Concluiu, afirmando que a decisão do Paquistão seria particularmente danosa para o país devido ao estado precário da sua economia.

As ‘consequências da lei’ seriam a proibição do comércio do Paquistão com os EUA e o corte da ajuda economia de 1,3 bilhão de dólares. Só que as duas punições podem ser relevadas pelo Presidente Obama.

Como o relacionamento entre os dois países está num mau momento – causado pelo ataque dos helicópteros americanos a um posto de fronteira que matou por engano 26 soldados paquistaneses –  é possível que o presidente americano, por essa vez, deixe passar.

Afinal, o Paquistão é muito importante para os EUA,  pois faz fronteiras com o Afeganistão.

Os americanos precisam do apoio das tropas paquistanesas para evitar que os talibãs afegãos se refugiem em seu território e da permissão para  a passagem dos comboios de suprimentos para suas tropas no Afeganistão.

Além do assassinato por engano dos soldados do posto afegão, há outras questões pendentes, envenenando as relações entre os dois países.

Os generais e o povo afegão revoltam-se  contra os ataques de drones americanos no Waziristão do norte, os quais matam talibãs mas também matam inocentes camponeses.

E os americanos queixam-se do bom entendimento entre a polícia secreta paquistanesa e os talibãs

 

 

 

 

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