O lobby das armas atua no Senado dos EUA.

Por 92% contra apenas 7%, o povo americano declarou-se favorável ao projeto de controle das armas.

Mas os senadores americanos não se tocaram.

E por 8 votos a menos a ideia de investigar os antecedentes dos compradores pela internet ou em feiras não virou lei.

Várias explicações foram apresentadas pelos defensores da liberdade total no comércio de armas.

A da senadora republicana Heidi Heitkamp foi muito criativa: “Esta discussão deveria ser sobre o que está na cabeça das pessoas, não nas suas mãos.”

Mais certo seria dizer, nas carteiras dos senadores.

Depois do atentado do colégio de Newton, a National Riffle Association,  levantou grandes quantias entre seus associados da indústria de armas para fazer lobby junto aos senadores.

E foram bem sucedidos.

Conseguiram que 10 republicanos moderados retirassem seu apoio ao projeto 48 horas antes das eleições.

Para fazer um serviço completo, os prestativos senadores da bancada das armas derrubaram projeto proibindo a venda ao público de fuzis de assalto, que são, aliás, equipamento padrão dos exércitos modernos. Muito usados também pelos pistoleiros das quadrilhas de traficantes de tóxicos.

O presidente Obama ficou indignado com a votação. Chegou a sair do sério, chamando a decisão congressual de “uma vergonha”.

Prometeu que, logo que for juridicamente possível, o projeto será reapresentado.

Jon Carson, presidente do movimento Organizing For Action (OFA), tambem fez sua promessa:Quanto a esses senadores que decidiram que não contrariar o lobby das armas é mais importante do que fazer nossos filhos e nossa comunidade mais seguros, a OFA irá nomeá-los e responsabilizá-los perante seus constituintes.”

 

 

 

 

 

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